Após 30 anos de pesquisa, 1ª vacina contra malária é aprovada pela OMS para uso em humanos

Pela primeira vez na história, uma vacina contra a malária – doença que mata cerca de 400 mil pessoas por ano, – foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para uso em massa nos seres humanos.

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Para o pesquisador Cláudio Farias Marinho, o imunizante, desenvolvido após mais de três décadas de pesquisas, será fundamental para salvar a vida de adultos (e crianças, especialmente), contaminadas pela doença.

Batizada de “RTS,S” (ou Mosquirix), a vacina levou cerca de 30 anos para ser desenvolvida, cumprindo com todos os protocolos de segurança e testagem por etapas.

De acordo com Cláudio Farias, professor do Departamento de Parasitologia do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, a complexidade dos protozoários dificulta o desenvolvimento de imunizantes.

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“Esses parasitas têm mecanismos de escape do nosso sistema imunológico e fazer uma vacina com sucesso é uma tarefa árdua”, afirmou, comparando a rapidez com que os imunizantes contra o novo coronavírus foram desenvolvidos.

A malária é causada por protozoários do gênero Plasmodium – classificada com doença infecciosa e transmitida para os humanos através da picada de um mosquito contaminado. Entre os sintomas, estão febre, dores e fadiga.

Em 2019, foram 229 milhões de casos e mais de 400 mil mortes, a maioria crianças de países em desenvolvimento.

O grupo prioritário da vacina será as crianças. O imunizante age contra um tipo específico de protozoário, o Plasmodium falciparum: serão 4 doses, a primeira aos cinco meses, e a última aos 18 meses de vida. No Brasil, onde outra espécie de plasmódio é mais comum, ela, por enquanto, não deve ser utilizada.

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Para o professor Cláudio, apesar da Mosquirix ter uma eficácia entre 26% e 50%, um índice considerado baixo, ela será essencial para conter a mortalidade infantil.

“É muito importante quando você compara o número de óbitos anuais”, afirma, “então, é um passo gigantesco dos cientistas e certamente nos próximos anos nós vamos salvar muitas crianças utilizando essa vacina no continente africano”.

O Brasil foi muito importante para essa descoberta por meio da professora da USP Ruth Nussenzweig, que em 1967 demonstrou pela primeira vez a possibilidade de gerar imunidade protetora para a malária. “Toda a comunidade científica sempre lembra esse fato”, concluiu o pesquisador.

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Fonte: Nat Geo
Fotos: Reprodução / USP

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