Primeiro diploma em braille é entregue a estudante em Pernambuco

Para todos os estudantes que se engajam no curso de graduação em Direito, uma coisa é certa: eles precisarão rotineiramente renunciar ao tempo livre nos fins de semana, aos encontros com amigos e familiares e até a algumas horas de sono para se dedicar aos estudos e à leitura de dezenas de livros. Uma realidade usual e comum; para Marília Lordsleem de Mendonça, que é deficiente visual, este processo foi, no mínimo, um tanto mais desafiador.

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A concluinte do curso de Direito realizou sua colação de grau no dia 30 de janeiro deste ano num centro de convenções de Pernambuco junto de seus pares. Formada pela Universidade Católica de Pernambuco, Marília se tornou a única concluinte do estado, até agora, a receber um diploma em braille de uma instituição de ensino superior pernambucana.

Bastante feliz e emocionada, a moça de 25 anos recebeu a honraria, prestigiada por seus colegas e familiares. “Achei uma excelente iniciativa. É bom para que o deficiente saiba, por si mesmo, o que tem escrito no diploma. É diferente de pegar um papel e esperar que outros digam para você o que está lá”, disse.

Marília fala com a propriedade de toda uma vivência como deficiente visual, em que tal possibilidade nem sempre existiu.

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Para formar-se no curso que sempre sonhou, os desafios se encontravam nos mínimos detalhes, desde o conteúdo das aulas, que exigiam toda uma logística personalizada, aos textos do quadro, que dependiam que outra pessoa tirasse a foto e a mandasse no WhatsApp. Com a ajuda de um voice over, ela tinha um leitor de tela que a auxiliava como um quebra-galho.

Primeiro diploma em braille é entregue a estudante em Pernambuco
Foto: Léo Motta

Entretanto, o sistema não lia a imagem e sempre era preciso esperar até que alguém disponível pudesse ler o conteúdo da foto para que Marília tivesse acesso às informações.

Com a ajuda de sua família, colegas, amigos e professores, ela superou também outra dificuldade: o deslocamento frequente entre as diferentes aulas, que ficavam em salas de aula diferentes.

Claro, nada que a desanimasse, já que a vontade de estudar e se formar era mais do que qualquer dificuldade.

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Degislando Nóbrega, pró-reitor de Graduação e Extensão da UCP afirmou que a possibilidade de oferecer o diploma em braille à um aluno foi, de fato, o coroamento de toda uma árdua caminhada da estudante.

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“Marília não poderia chegar a esta conclusão com êxito, sem antecedentes, sem o favorecimento
de muitos quanto à questão da acessibilidade. Sua família, bem como colegas, professores e toda a estrutura da universidade”.

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Fonte: Deficiente Ciente

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