De forma lúdica, professora orienta crianças onde pode e onde não pode tocar

A discussão está em alta sobre a questão dos abusos sexuais de crianças e adolescentes e uma professore resolveu ajudar a criar nos meninos e nas meninas a consciência sobre quais partes podem ou não ser tocadas pelas pessoas.

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De forma bem descontraída, a tia Jennifer vai mostrando no quadro quais são as partes íntimas do corpo e onde as pessoas podem por a mão. “Depois que eu vi aquela situação da menina de 10 anos que foi abusada e ficou grávida, pensei que precisávamos fazer isso”, disse.

As aulas acontecem de tempos em tempos. “Educação sexual é importante por muitos fatores. Primeiro que ensina a criança a se proteger, a contar, a entender. A maioria dessas crianças que sofre abuso é em casa e acreditam que isso é normal, porque se o tutor faz isso é algo normal“, explicou Jennifer.

O Centro Educacional Jennifer Garrido é uma escolinha particular de reforço escolar, voltada principalmente para crianças com transtornos de desenvolvimento. “Uso bastante didática de psicologia, trabalho brincando, porque a criança se sente tranquila para aprender”, disse.

Professora de costas ensinando atividade no quadro escolar para crianças
Jennifer é formanda em matemática e tem vários cursos sobre alfabetização e trabalho com crianças com transtornos do desenvolvimento. Foto: Arquivo pessoal

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Vaquinha para faxineira, que usou auxílio emergencial para vender frangos, não perder o seu negócio

Veja que legal a aula dessa professora:

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Forma lúdica de ensinar onde pode e onde não pode tocar. Estamos em momentos difíceis e devemos proteger nossos filhos. EDUCAÇÃO sexual não é ensinar sexo!!! https://youtu.be/qBdlUSbHv9A

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Para Jennifer, essas aulas além de evitar que as crianças sejam vítimas de abusos, elas tomam consciência do respeito aos outros. “Também evita futuros abusadores porque aprendem a respeitar o corpo do outro, a não assediar”, disse.

Jennifer entende que a escola tem papel fundamental nesse processo. “A escola se torna um porto seguro“, disse. Ela e outros professores já perceberam relatos e sinais nos corpos. “Nós professores que estamos todos os dias com eles conseguimos observar o que as outras pessoas não observam: os sinais dos corpos, os sinais de pedido de socorro”, disse.

Ah, e apenas alguns alunos que necessitam do ensino presencial estão tendo aulas na escolinha. A grande maioria assiste a aulas online.

Crianças sentadas em carteiras em sala de aula com distanciamento e usando máscaras
Aulas presenciais são para apenas algumas crianças e atendem ao distanciamento e uso de máscaras. Foto: Arquivo pessoal

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Você está prestando um ótimo serviço à sociedade, professora!

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