Professora paraplégica dá aulas em pé com cadeira especial e supera limite

Rosileia da Costa Borges, ou somente Léia como gosta de ser chamada, era professora e sempre foi cuidadosa ao dirigir. Quando certo dia, aos seus 32 anos, voltando para casa após sair de uma fazenda com o filho pequeno e seus irmãos, perdeu o controle do veículo em uma estrada de Sacramento, Minas Gerais.

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“Eu sempre fui enjoada com cinto de segurança, pedia para todo mundo colocar, mas nesse dia eu estava dirigindo numa estrada de terra antes de entrar no asfalto, todo mundo estava conversando, eu nem notei que estava sem cinto e fui arremessada para fora do carro”. Diz Léia.

Felizmente somente Léia ficou machucada no acidente, porém ainda assim, para sua infelicidade, esse acidente lhe deixou várias sequelas. Ela precisou ficar 25 dias internada em um hospital de Franca, São Paulo, e foi diagnosticada com paraplegia. Porém mesmo sabendo dessa terrível notícia sempre se manteve de cabeça erguida e não se deixou abater por sua condição.

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“Tudo o que eu questionava o médico respondia: ‘não, não há possibilidade’. Perguntei se existia chance de regenerar a medula com células tronco: ‘não, não há possibilidade’. Chegou um momento que eu fui clara, perguntando se todos que estavam ali não tinham chance nenhuma de voltar a andar, o médico respondeu que era isso, e todos encheram os olhos de lágrimas e começaram a chorar. Foi quando eu percebi que já tínhamos nãos suficientes para dizer sim para a vida”. Disse Léia.

Após 5 anos do acidente ela voltou a lecionar na escola José dos Reis Miranda Filho, em Franca. Hoje já está a dois anos cumprindo sua função normalmente, só que agora em uma escola na cidade de Rifaina, para ficar mais próxima da família.

Para lecionar ela usa um carro adaptado e dirige 30km entre Sacramento e Rifaina três vezes por semana. Além disso usa também uma cadeira especial, que permite a ela ficar em pé. Ela vê sua presença na escola hoje como uma forma de motivar os colegas de trabalho e os alunos.

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“No momento que me encontro com os outros professores, que se debatem com tantas dificuldades, sejam físicas, materiais, afetivas ou emocionais na escola, e com as crianças que se encontram em situações difíceis, vejo que eles enxergam que se eu estou ali sem reclamar eles também podem unir forças para que a escola possa evoluir”

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Matéria original publicada no G1. / Fotos: Felipe Turioni/G1

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