Projeto ajuda transexuais e travestis a conquistar educação e respeito

Desde fevereiro, a Lapa abriga a Casa Nem, um projeto para auxiliar transexuais, travestis e homossexuais em situação de risco social através da educação.

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A maioria dos participantes chegou lá através do Prepara Nem, um curso preparatório para o Enem voltado para o público trans.

O local é uma casa de passagem, onde os participantes, que não precisam estar matriculados, ficam um período para reestruturar suas vidas.

O G1 passou dois dias lá para vivenciar a rotina e conhecer as histórias das 12 pessoas que atualmente residem na casa.

“A casa é autossustentável. Não trabalhamos com financiamento do governo. Trabalhamos com doações de alimentos, móveis e dinheiro”, explica Indianara Siqueira, uma das responsáveis projeto.

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Cada membro possui as suas próprias tarefas domésticas, o que melhora a convivência entre todos. “Cada um tem a sua consciência de que tem que lavar o prato, lavar o copo, fazer a comida, lavar o banheiro. Cada um é um administrador da casa”, explicou Luciana Vasconcellos, uma das moradoras.

Com dois andares, a casa conta com um bar e realiza sessões de cinema e festas sobre a cultura LGBT. Trabalham também com voluntariado e cursos (corte e costura, fotografia ioga e de formação regular) que ajudam a pagar as contas e manter o local.

“Eu quero realmente fazer um trabalho para as pessoas trans. Eu vivi a vulnerabilidade, eu sei o que é preciso. Muitas vezes as pessoas não notam quais são as demandas mais urgentes, que acabam sendo negligenciadas”, explicou Luciana, umas das primeiras moradoras do projeto.

Luciana, que veio de Belo Horizonte, morava em um casarão na Rua do Lavradio, no centro do Rio de Janeiro, que pegou fogo. Sem ter para onde ir, foi para um abrigo da prefeitura. Através de um outro projeto social, conseguiu colocar seus documento em ordem e ficou sabendo do Prepara Nem. Então voltou a estudar. Cientes de sua situação, chegaram até a ajudá-la com o custo de alguns meses de aluguel, até ingressar na Casa Nem, onde hoje passa a maior parte de seu tempo.

“Em termos de ponto bom, eu pude sair da rua, da prostituição. Eu ainda trabalhava com isso e dependia daquele dinheiro. Tinha que estar ali todos os dias, com chuva, frio ou o que fosse. E a casa me deu a segurança que não ter que precisar dessa função, enquanto eu posso cuidar de outras coisas”, conta Naomi Savage, outra moradora.

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“Eu procurei por vários empregos, mas porta nenhuma foi aberta. De vários e-mails que mandei, apenas duas pessoas me ligaram, por curiosidade, por ter um nome masculino e um feminino no seu currículo”, revelou Naomi.

“Eu estou fazendo curso de técnica em modelagem no Sebrae, estou fazendo corte e costura aqui também. Vou fazer um curso de microempreendedorismo, porque a gente quer montar uma marca de roupas, uma confecção. A gente está correndo atrás”, conta a moradora Evelym Gutierrez.

“Isso está trazendo muitos benefícios para mim e quero que traga para elas também. Queremos ter uma renda para a menina poder ver que a gente pode ser puta, mas também pode ser costureira, modelista, cada uma é o que quiser”, explica Evelym.

Para conferir mais histórias e as histórias na íntegra, confira aqui a matéria completa do G1, vale muito a pena 😉

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