Projeto ‘Casa 1’ irá acolher pessoas LGBT que foram expulsas de suas casas

Muitas vezes, o preconceito contra os LGBTs começa em casa. Lugar onde essas pessoas esperam de suas famílias acolhimento e aceitação incondicionais.

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Infelizmente, isso acontece com uma frequência menor do que gostaríamos. Na maioria dos casos, as famílias acabam fazendo o contrário: expulsam o filho LGBT de casa. Só em São Paulo, 10% da população de rua é composta por este grupo e a sua maioria afirma estar nessa situação por ter sido expulsa de casa.

Diante desses números preocupantes, o jornalista e ativista Iran Giust abriu as portas do seu próprio apartamento para acolher LGBTs que precisavam de acolhimento, em 2015. “Tem uns 10 anos que sou militante LGBT, e profissionalmente, independente de onde eu estivesse eu tentava levar as pautas e demandas do movimento. No começo do ano eu coloquei meu sofá no AirbnB e percebi que mesmo tendo pouco espaço receber pessoas não era um incomodo“, disse Iran em entrevista para o Hypeness.

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Com o aumento da demanda, veio a necessidade de expandir o projeto fisicamente. Foi assim que surgiu a ideia de criar a Casa 1, um centro de acolhimento e cultura LGBT. “Como a procura foi super alta, acabei colocando na cabeça que precisava de uma casa para receber mais gente, e assim nasceu o projeto. A parte do centro cultural é primeiro para termos um espaço de socialização dos moradores e também de empoderamento, de orgulho da nossa comunidade“, explica Iran.

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Para tranaformar o projeto em realidade, foi lançada uma campanha de financiamento coletivo no site Benfeitoria, onde você pode contribuir com diferentes valores e receber recompensas em troca. Assim, além de ganhar um prêmio, você ajuda jovens que precisam de um lar acolhedor, onde eles possam ser os as pessoas maravilhosas que são.

“Atingindo a meta mínima nós teremos inicialmente espaço para 8 moradores. A ideia é que a casa funcione realmente como uma república então quem estiver lá vai dividir os quartos. O acolhimento vai ser feito durante a recepção dessas pessoas e ao passo que forem se estabelecendo entenderemos suas dinâmicas e buscaremos voluntários para auxiliá-las”, explica Iran.

Veja no vídeo abaixo como você pode ajudar:

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Todas as imagens: Reprodução

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