Projeto Casa Saudável melhora qualidade de vida em comunidades do Maranhão

O projeto Casa Saudável é uma iniciativa que estimula os moradores de Vila Pindaré, Cocal, Agroplanalto, Vila União, Vila Concórdia, Roça Grande e Tucumã, no Maranhão, a construírem e implantarem ideias simples, como banheiros secos em locais onde não há rede de esgoto, oficinas de pintura, de construção de cisternas para captar água da chuva, criação de horta familiar para produção de alimentos e pequenas reformas nas casas.

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Com a ajuda da Fundação Vale e do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), o projeto leva para as 244 famílias atendidas, novas técnicas para se beneficiarem dos recursos existentes, além da melhora de qualidade de vida.

As tecnologias sociais propostas são:

O Casa Saudável atua no Maranhão, nos seguintes municípios:

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Boa parte das famílias de muitas cidades do interior, como Alto Alegre do Pindaré, Açailândia, Buriticupu e São Pedro da Água Branca, sofrem com a falta de saneamento básico. A maioria não possui banheiro em casa e muito menos um destino apropriado para os dejetos, que acabam contaminando o solo ao serem jogados ao ar livre. Além disso, algumas pessoas constroem fossas rudimentares, que contribuem para a contaminação dos lençóis freáticos.

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A população também não possui um método ideal de coleta da água da chuva para aproveitamento doméstico. Se cada família conseguisse armazenar a água em uma caixa de 16 mil litros (como o proposto pelo projeto), a comunidade teria o suficiente para abastecer seu uso doméstico por oito meses.​

Na primeira etapa do projeto, a Fundação Vale e o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento organizaram oficinas de formação para preparar a comunidade local, onde técnicas foram discutidas para resolver esses problemas, como as instruções para a construir uma cisterna, um banheiro seco e outras melhorias.

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Cada oficina dura três semanas. Ao final, são selecionados os participantes que mostraram maior aptidão para o trabalho. Eles descobrem como usar recursos locais e técnicas simples — como a tecnologia da taipa, que já era usada na região para construir banheiros — para melhorar a saúde e o bem-estar das famílias nas comunidades. A iniciativa também contribui para aprimorar o conhecimento adquirido nas oficinas e aumentar a empregabilidade e renda dos moradores.

Na segunda etapa, as famílias executam o que foi aprendido nas oficinas. O banheiro seco, a cisterna com capacidade para 16 mil litros de água, a limpeza dos quintais e o preparo de uma horta no formato de mandala são algumas das ações desenvolvidas . Além disso, são realizadas pequenas reformas nas casas para, por exemplo, deixar a habitação mais arejada e aproveitar melhor a orientação solar.​

“Eu gostei muito das oficinas… Gosto de participar do projeto. As ideias que o projeto trouxe para a comunidade são grandes benefícios para nós. Estamos aprendendo, aos poucos, a ajudar outras famílias”, disse Tais do Nascimento da Silva, de 16 anos, do Povoado Tucumã.

A filosofia fundamental da permacultura é que o homem deve estar em equilíbrio com a terra, não importa onde ele vive. E esse é o objetivo que a Fundação Vale quer passar para a comunidade no projeto Casa Saudável, junto com as condições para se melhorar a vida no local com as próprias mãos.

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O projeto tem, em sua essência, princípios éticos da permacultura. De maneira simplificada, eles são:

1) Repensar práticas que destroem a natureza. Ter cuidado com a terra, evitando agredir o solo com queimadas e lixo.

2) Cuidado com o outro. Relacionar-se em harmonia com as pessoas e preservar uma boa relação entre a comunidade e a terra.

3) Buscar o equilíbrio constante entre excedente e escassez. Ter uma postura sustentável. Produzir o suficiente para garantir o bem-estar das pessoas. E sempre descobrir maneiras de usufruir ao máximo os recursos naturais.

Veja algumas imagens do Projeto:

Fotos: Divulgação

[Nota da Redação]

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