Projeto conta a história das pessoas com seus livros favoritos

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Todo mundo tem um livro de cabeceira, aquele de que mais gosta, que já leu mais de uma vez. Além da história que o leitor lê nas páginas do livro, ele próprio tem uma história com seu livro preferido. Foi para contar essas histórias que surgiu o projeto “História Além da Capa”.

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Toda semana, a página do projeto no Facebook conta duas histórias de leitores com seus livros favoritos – para participar é só mandar uma mensagem. Em novembro, a ideia cresceu e eles decidiram criar uma biblioteca comunitária na comunidade de Sepetiba, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

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Todos os dias, a biblioteca ganha novos leitores. Mais de 15 crianças participam semanalmente da roda de leitura. O espaço foi cedido pela Igreja Católica. O legal é que a igreja não impôs restrições a livros de diferentes religiões – um exemplo de respeito a todas as religiões.

“A princípio era apenas a vontade de ler para crianças que não tinham esse hábito em casa. Eu trabalhava em uma loja e as pessoas ficavam ali conversando sobre diversos temas. Uma vez eu vi no Caldeirão do Hulk o projeto do banco Itaú – Leia para uma criança – e mandei meus dados. Alguns dias depois eu recebi meus dois livros e comecei a ler para algumas crianças. Depois falei com algumas pessoas da igreja, falei também com um secretário de um político, mas as pessoas não entenderam bem o que eu realmente queria fazer. A ideia principal era ler e passar para as crianças que isso não é chato como muitas pensam. Ler é viajar e conhecer”, conta Katia Reis, uma das responsáveis pelo projeto.

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Leia também: Biblioteca comunitária leva lazer e cultura para moradores de Paraisópolis há 10 anos

A ideia é que o projeto cresça e se expanda para outras comunidades, mas, por enquanto, o foco continua sendo Sepetiba. O projeto já levou as crianças para conhecerem trabalhos parecidos, como a Biblioteca Parque Estadual, onde elas conheceram uma roda de leitura quinzenal aberta ao público e que conta com a participação de moradores em situação de rua. Elas também já foram a um congresso de surdez e contaram histórias de pessoas surdas com seus livros favoritos.

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Confira uma sessão da roda de leitura da biblioteca comunitária:

Todas as imagens: Reprodução

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