Projeto convida pessoas que sofreram bullying a quebrarem o silêncio e contarem suas histórias

(Post enviado pela leitora Gabriella Azevedo)

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Me chamo Gabriella Azevedo, tenho 25 anos, sou natural de Brasília mas moro a um tempo no Nordeste (Maceió). Alagoas está entre os Estados com índices de analfabetismo, pobreza e criminalidade mais altos do País, porém, as esperanças e sonhos ainda vivem. Quando cheguei aqui no Estado, passei por várias dificuldades de inclusão e adaptação na escola, graças a um sotaque diferente e características diferentes. Após esta fase – que eu achava que seria temporária – descobri que aquilo seria apenas o começo mas, nunca me calei diante das situações.

Sou Publicitária, especialista em Marketing, mas atualmente sou uma empreendedora de sonhos. Sou voluntária (Diretora) de uma associação de jovens empreendedores do Estado (inclusive auxílio na campanha da Biblioteca da Mell, lembram?) e Coordenadora de comunicação da CONAJE (Confederação Nacional dos jovens Empresários), mas meu grande sonho vem de trabalhos sociais, em especial, a minha cria, que é o projeto (futura ONG) QUEBRE O SILÊNCIO.

O Quebre o Silêncio é um projeto que busca ajudar as pessoas que passaram por diversas situações com o bullying e o preconceito a quebrarem o seu silêncio e contar a sua história, seja por conta de alguma deficiência física, mental ou congênita, ou até mesmo por sua escolha de estilo, religião/crença, regionalidade, sexualidade e raça. Procuramos ouvir histórias de superação que nos mostra a importância da busca pela nossa identidade.

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Baseado em fatos reais, o quebre o silêncio é um projeto social que retrata o preconceito e o bullying através de um novo olhar. Estamos falando aqui de um problema real de uma sociedade em que as pessoas sofrem em silêncio seus traumas, dores e angústias por serem diferentes. Veja algumas histórias de pessoas que já passaram pelo projeto:

Abner Antonio, 21 anos. Estudante de design gráfico.

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“Por sair com amigos que fumam e bebem, as outras pessoas pensam que eu sou estranho porque não faço nada disso. Até de alguns amigos com quem já andei e que reclamavam da situação, eu acabei me afastando. Eu não ligo muito para isso.

Já que eu sou todo tatuado e tenho uma personalidade mais forte, quando eu me mostro ser diferente, geralmente as pessoas não entendem a situação. Geralmente associam a imagem de uma pessoa tatuada com álcool e drogas, mas eu não sou de beber. Na faculdade já me perguntaram como eu não fumo e não bebo, mas tenho tatuagens. Qual o problema nisso?”

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Leia a entrevista completa do Abner aqui.

Marcelle Mota, 24 anos, estudante.
Carolina Andrade, 19 anos, estudante.
Jussara Silva, 23 anos, faturista.
Joana Tenório, 33 anos, empresária.

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Todas unidas por um hobby em comum: o futebol americano. Leia a entrevista aqui.

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 Eidy Cesar, 34 anos. Publicitária, atualmente se especializando em comunicação digital.

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“Eu já sofri inúmeras discriminações. Desde cor de pele, corte de cabelo, estilo (principalmente pelos piercings e acessórios que costumo usar). Recentemente aconteceu uma coisa que me chamou mais atenção. Aquele pessoal que entrega publicidade dentro do ônibus sabe? O rapaz deixou de me entregar simplesmente porque eu estava com uma camisa de rock. Entregou a todos no ônibus menos a mim.

O maior tipo de discriminação que eu sofro é com relação a estilo, né? O pessoal olha meio estranho, às vezes eu me sinto um extraterrestre, vim de outro planeta. “Ah, ela não é normal”.

Teresa de Lisieux Omena, 24 anos. Psicóloga.

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“Eu sofro preconceito principalmente por questão de peso. As pessoas realmente não entendem, são meio ignorantes no sentido de entender a compulsão alimentar. Que realmente tem pessoas que descontam tudo na comida. E, apesar de eu ser psicóloga, e estar tentando lidar com isso em terapia, ainda é um pouco difícil, por isso não estou conseguindo ainda emagrecer.

Eu nem me incomodo tanto hoje em dia, as pessoas se incomodam mais do que eu com a minha situação. Sofri bullying por ser baixinha, na escola me chamavam de tampinha, toco de amarrar jegue, pingente de trem-bala, chaveirinho. Diziam que eu era muito pequenininha, que não podia entrar nos cantos, ou que eu era gorda demais, e as pessoas diziam que não queriam ficar comigo porque eu era baleia. São coisas que durante a infância e adolescência incomodam bastante. Hoje em dia, eu não estou nem aí.” Leia a entrevista completa aqui.

Fernando Peron, 33 anos. Consultor e Humorista.

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“Eu sofri preconceito por ser magro. Quando você vai crescendo, querendo ou não, você vai amadurecendo e começa e não se importar tanto. Quando eu estava tranquilo quanto a isso, que já vinha de colégio isso de tirarem brincadeiras, eu sofri um acidente de moto.” Leia a entrevista completa aqui.

Priscila Fernandes, 28 anos. Mãe em tempo integral.

Bruno Barros, 25 anos. Design Gráfico e Tatuador.

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Priscila: Sofri preconceito por conta das tatuagens, e por ter as crianças. Na verdade, o preconceito com a nossa família teve início quando a gente começou a se tatuar. Depois, quando viram que não tinha mais jeito, que a gente ia continuar se tatuando muito, em quantidades absurdas, eles começaram a aceitar.

Para quem vê de fora, o pensamento é diferente. Dizem que pessoas modificadas e tatuadas são drogadas, e outras coisas. Eu não sei o que é que as drogas têm a ver com o fato de alguém ser tatuado. Eu não sei qual é a relação que as pessoas fazem com isso. Isso sempre mexe também com a minha capacidade de ser uma boa mãe, porque as pessoas olham torto, olham estranho.

Muitos ficam questionando também meus alargadores, ainda hoje em dia. Me perguntam onde eu vou parar, se eu ainda vou fazer mais. As pessoas ficam meio desesperadas e ansiosas para saber quando eu vou parar. E eu não vou parar, eu vou continuar me riscando até eu achar que está bom pra mim, mas, até agora, eu não quero parar.

Bruno: Isso mesmo. Enquanto tiver espaço, vamos continuar fazendo minhas tatuagens.

Leia a entrevista completa aqui.

Maria Aparecida (Cida), 37 anos. Fisiculturista e Personal Trainner.

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A discriminação é constante por ser mulher que é bem normal na sociedade, pela cor e pelo corpo, eu passo por vários preconceitos. Alguns elogiam, outros criticam, outros xingam e eu tenho que lidar com diversas situações todos os dias.

Uma mensagem que eu posso deixar para as pessoas que sofrem preconceito por fisiculturismo é que levantem a cabeça porque vocês estão fazendo o que gostam. Para quem sofre preconceito por cor temos a lei que nos mostra que isso é crime. Não desistam, bola pra frente porque muitas pessoas querem nos ver baixar a cabeça e desistir dos nossos sonhos, dos nossos objetivos, o importante é sermos felizes. Leia a entrevista completa aqui.

Isaías Maximiano, 20 anos. Estudante de Design Gráfico.

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A situação que passei é mais um preconceito interno, um preconceito comigo mesmo. De certa forma, eu levava na brincadeira as piadinhas por ser magro desde quando eu era criança. Por mais que eu nunca falasse para ninguém, mas algumas brincadeiras eu sentia.

Quando eu fui crescendo, a questão com meninas, quanto a me arrumar, ficar bonito pra elas, sempre foi piorando. Sempre fui magro, meus amigos sempre foram muito diferentes de mim, sempre tiveram um aspecto diferente do meu, então parecia que sempre seria mais difícil pra mim. Leia a entrevista completa aqui.

Para ver mais histórias visite o site, acesse o Facebook ou o Instagram do projeto.

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