Eletricista constrói lares para animais de rua em Cachoeirinhas (RS)

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Há oito meses, o eletricista gaúcho Felipe Hilário Meireles construiu sua primeira casinha de cachorro, que viria a abrigar um dos tantos cãezinhos abandonados nas ruas de Cachoeirinhas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Ele gostou tanto da iniciativa que criou o Projeto Social Casinhas Azuis, responsável por construir 134 lares para animais abandonados.

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As casinhas são confeccionados com materiais reciclados ou advindos de doações de vizinhos e amigos. Segundo Felipe, elas duram entre 3 e 5 anos. Se os materiais fossem comprados, sairiam entre R$ 400 e R$ 500 para cada unidade.

Todas as casinhas são feitas de maneira artesanal na garagem de Meireles, que finaliza o acabamento com tinta azul não-tóxica para os animais, resistente ao sol, a chuva e, na maioria das vezes, ao vandalismo. “As casinhas têm que ser bonitas e bem finalizadas, para que as pessoas que passam por elas não as depredem e, de alguma forma, deem valor para adoção“, afirma.

“Quem olha para elas verá que são feitas com muito amor”, justifica Meireles, que prega em cada trabalho finalizado uma placa com as leis que tipificam o maltrato aos animais como crime em nível federal, estadual e municipal.

Projeto constrói lares para animais de rua e luta contra o abandono

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As casinhas são distribuídas em locais estratégicos de Cachoeirinha, como hospitais e escolas, de modo a abrigar animais cuidados coletivamente pela comunidade. No entanto, a maioria das moradias é destinada para quem decide adotar. Todas as casinhas são cadastra pela DPAC – Diretoria de Proteção Animal de Cachoeirinha.

Segundo o eletricista, a ideia principal do projeto sempre foi “servir como suporte para os protetores animais do Estado. Normalmente, quando se consegue alguém disposto a adotar um cachorro, esses protetores gastam com remédios, castração, além de várias outras despesas.”

O Casinhas Azuis, buscando dar mais um incentivo à adoção, oferece uma moradia novinha para quem está disposto a cuidar do pet, o que, muitas vezes, facilita todo o processo.

Hoje, o projeto trabalha com uma rede de 320 protetores de animais, que encaminham as demandas da comunidade para Meireles.

A iniciativa aos poucos acabou se tornando um dos principais chamarizes para adoção e castração de animais abandonados em Cachoeirinha.

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Além da demanda na cidade natal do eletricista, há pedidos de casinhas azuis para outras cidades, como Canoas, Novo Hamburgo, Porto Alegre e até Rosário do Sul, localizada na fronteira oeste do Estado.

“Fazemos o que está ao nosso alcance, mas como todas as casas são construídas com materiais doados, fica bem difícil acompanhar a demanda sem doadores fixos”, ressalta o fundador. Para esse inverno, o projeto já tem 82 pedidos de casinha na fila de espera, mas Meireles só tem material para construir 62.

“Ajudaria muito se conseguíssemos alguma empresa que nos apadrinhasse, seja com os materiais que sobram de construções ou com algum aporte que permita a compra das madeiras, pregos, telhas e a tinta.”

O projeto também é absolutamente independente e não recebe qualquer apoio ou verba governamental.

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Acredito que é muito importante plantar essa sementinha. Quase toda criança ama animais, mas com as palestras elas entendem que nem tudo é brincadeira e que ter um pet também demanda obrigações. A mais importante é que não se pode abandoná-los”, explica Meireles.

Para quem quiser ajudar, seja com doações de materiais de construção, convite para palestras em escolas ou aporte financeiro, na página do Facebook do Projeto Social Casinhas Azuis é possível conversar com Meireles, ou com outros integrantes da iniciativa, e ver a melhor forma de participar. Em oito meses, foram realizadas pouco mais de 100 doações, volume que precisa aumentar para que o projeto prossiga.

Leia também: Condomínios não podem proibir moradores de criar animais em casa, decide STJ

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Fonte: Jornal do Comércio
Foto: Marcelo Ribeiro/JC

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