Alunos criam prótese com materiais recicláveis para trabalhadores amputados

Estudantes de uma escola estadual no interior da Bahia transformam materiais recicláveis em prótese para trabalhadores que sofreram amputações em trabalhos com máquinas pesadas.

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Essa é realidade de muitos trabalhadores que usam maquinário pesado para triturar alimentos de animais, em Uauá, no sertão baiano. Seja por dificuldade ou falta de costume, são comuns os casos de amputação, segundo informações do PorVir.org.

Utilizando tubos de PVC, garrafas pet e peças de roupas como calça jeans usada, os estudantes do Colégio Estadual Nossa Senhora Auxiliadora querem oferecer próteses acessíveis a esses trabalhadores.

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“Aqui acontecem muitos casos de amputação com pessoas que não possuem condições financeiras para comprar próteses”, explica o estudante Luis Eduardo Gonçalves, do 2º ano do Ensino Médio.

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É o caso de um vizinho de Luiz que é professor. O homem sofreu um acidente e teve que amputar o braço direito. Ele viu de perto as dificuldades da família para comprar uma prótese industrial.

Depois de fazer uma pesquisa e descobrir que as próteses custam entre 5 mil e 20 mil reais, ele os colegas começaram a trabalhar na prótese sustentável para apresentar na feira de ciências da escola.

A turma testou diferentes materiais e formatos até chegar em um modelo que foi testado justamente no vizinho de Luis. José Augusto Cardoso aprovou a prótese e sugeriu algumas melhorias.

“Há muitas diferenças entre a prótese industrial que uso e a que testei para o projeto. A industrial é pesada e nesta é mais fácil a movimentação. A [prótese que eu possuo é 500 gramas mais pesada que o baço natural”, afirma José Augusto sobre a prótese de fácil produção e baixo custo.

O professor conseguiu escrever, vestir a blusa e pegar um copo com água nos primeiros testes feitos. A prótese dos estudantes ganhou o primeiro lugar na feira de ciências do colégio. Eles também participaram da Feira de Ciências da Bahia (Feciba) e foram finalistas do prêmio Desafio Criativos da Escola em 2017. Ágora, o próximo passo dos estudantes vai consistir em melhor a estética e também a mobilidade da prótese.

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crédito da foto: Divulgação

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