Após receber oportunidade, queniano que vivia em campo de refugiados se forma 2 vezes na faculdade

Em apenas 5 anos, a vida do ex-refugiado Manyang Lual Jok virou completamente de cabeça para baixo, se transformando em uma história de pura resiliência e inspiração.

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Até 2017, Manyang era um dos 180 mil refugiados que viviam no Campo de Refugiados de Kakuma, no Quênia… Em maio deste ano, entretanto, o rapaz estava em uma festa de formatura, subindo ao palco para receber o diploma de Ciência da Computação e Economia.

Natural do Sudão do Sul, Manyang fugiu de sua terra natal devastada pela guerra quando tinha apenas 9 anos de idade. Ele e seus tios foram colocados no campo de Kakuma, no norte do Quênia, onde Manyang viveu de 2005 a 2017.

“As condições no campo eram muito difíceis”, diz Manyang. “Contávamos com as Nações Unidas e outras agências de refugiados para fornecer nossa comida todos os meses, mas mal era suficiente. Mas como eu era muito jovem e tinha acesso limitado à internet ou à televisão, cresci pensando que era assim que o mundo inteiro vivia.”

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Trabalhando por uma vida melhor

“Minha experiência na Universidade McGill tem sido desafiadora. Tem havido muito aprendizado. Não apenas aprendendo academicamente, mas aprendendo sobre o mundo, aprendendo sobre as pessoas e aprendendo sobre mim mesmo. Tem sido uma ótima experiência”, complementou.

Um estudante talentoso com desejo de aprender, Manyang muitas vezes ficava frustrado com a situação no acampamento de refugiados. “Apenas ter acesso à educação básica foi um desafio”, diz.

Mas o queniano prevaleceu. Concluindo o ensino fundamental e médio no campo de refugiados, ele ouviu falar sobre o Student Refugee Program (SRP) oferecido pela organização sem fins lucrativos World University Service of Canada (WUSC).

Estabelecido em 1978, o SRP é um programa de reassentamento de refugiados que se concentra no patrocínio financeiro e na integração para estudantes que fogem de guerras ou perseguições em países em desenvolvimento.

Manyang foi um dos mais de 200 alunos do campo de refugiados de Kakuma que se inscreveram no programa WUSC. O processo levou seis meses e, devido ao acesso limitado à Internet, ele e os outros candidatos do acampamento não puderam verificar o andamento de suas respectivas inscrições.

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Quando o corte final foi feito, 20 pessoa foram selecionadas para frequentar uma universidade canadense, a mais de 5 mil km dali. Manyang estava jogando basquete com amigos quando alguém lhe deu a notícia que mudaria sua vida!

“Eu estava muito nervoso para ler, então perguntei a um amigo se eu tinha conseguido. Ele disse que meu nome era o segundo da lista. Foi um dos momentos mais emocionantes da minha vida”, disse, abrindo um sorriso. “Por muito tempo eu estive procurando uma maneira de melhorar minha vida.”

“Quando pesquisei McGill no Google e percebi que havia sido aceito em uma das melhores escolas do Canadá, minha empolgação dobrou”, comemorou.

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Sozinho em um novo mundo

No outono de 2017, Jok deu um grande salto, embarcando em seu primeiro avião, mudando-se para o Canadá e iniciando seu curso de artes na McGill.

Foi um momento agridoce, pois começar sua nova vida significava deixar a família e os amigos para trás. “São pessoas com quem convivi toda a minha vida”, diz ele. “Foi difícil, mas eles ficaram muito felizes por eu ter tido a oportunidade de continuar minha educação.”

Quando Manyang desceu do avião no Aeroporto Internacional de Trudeau, ele tinha 22 anos em um novo país sem um único amigo. “Foi assustador”, admite.

Mas isso mudaria rapidamente!

Manyang foi recebido no aeroporto por alunos que faziam parte da Universidade WUSC McGill. “Eles foram as primeiras pessoas que conheci no Canadá e também foram algumas das pessoas mais legais que já conheci”, diz Jok.

Experiências semelhantes

O processo de integração na comunidade universitária e de enfrentar os desafios que os alunos da McGill enfrentam foi muito facilitado por esses novos amigos e aliados. “Alguns deles tiveram experiências semelhantes às minhas e entenderam melhor como começar a vida como estudante no Canadá.”

Manyang recebeu conselhos práticos sobre a vida dentro e fora do campus – os melhores cursos para fazer como estudante de artes do primeiro ano, como equilibrar a escola com a vida social e os aspectos práticos de morar sozinho pela primeira vez. “Havia muito para eu aprender”, relembra.

Ele também se beneficiou de vários programas da McGill, incluindo o Financial Aid Office, que lhe dava uma quantia todo mês para que o jovem se mantesse. E aproveitando muitos dos serviços gratuitos oferecidos pela McGill, Manyang teve aulas de francês para se integrar melhor à sociedade de Quebec.

Inevitavelmente, surgiu a questão de seu primeiro inverno canadense. Mais uma vez, o rosto dele se ilumina. “Honestamente, os primeiros dias foram muito divertidos porque eu nunca havia experimentado o inverno antes”, diz. “Toda vez que nevava, eu colocava minha jaqueta e luvas e saía. Mas então, depois de um tempo, a neve continuou se acumulando e eu fiquei tipo ‘Ah, então é assim que vai ser? Eu quero ir para casa’”, disse, aos risos.

O grande momento

No dia 30 de maio, Manyang atravessou o Palco de Convocação, marcando o fim desta etapa de sua incrível jornada: a conclusão do ensino superior.

“Estar no palco foi uma experiência incrível”, diz ele. “Isso me fez sentir importante e celebrado e foi um bom lembrete de que as incontáveis ​​horas na biblioteca finalmente valeram a pena”, disse o recém-formado em Ciência da Computação e Economia.

Embora sua família não pudesse comparecer à cerimônia pessoalmente, eles assistiram a transmissão ao vivo de três horas “só para ver um vislumbre de mim obtendo meu diploma”, diz o estudante.

Quando questionado sobre o quão drasticamente sua vida mudou nos últimos cinco anos, Manyang disse:

“Eu provavelmente não teria acreditado se alguém me falasse. Não porque eu não fosse capaz de me formar em uma universidade de classe mundial, mas porque aquela parte do mundo onde tudo é possível não estava aberta para mim”, disse. “Graças ao WUSC e à McGill, meu mundo mudou.”

Não faz muito tempo, Manyang lutou para imaginar um futuro para si mesmo fora do campo de refugiados. Hoje ele é como tantos graduados da McGill, fazendo entrevistas para empregos e planejando o resto de sua vida. Uma vida, aparentemente, sem limites!

Fonte: Fix
Fotos: Arquivo pessoal

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