Trabalhadores de uma usina de reciclagem de Dois Irmãos (RS) passaram uma semana inteira procurando uma sacola contendo R$ 92 mil em espécie descartada por engano por uma dona de casa.
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Esse era o valor que Sirlei de Oliveira Camargo, 54 anos, economizou ao longo de toda a vida.
Foram dias de desespero para a aposentada, que recorreu à Usina de Reciclagem da cidade para pedir ajuda aos coletores. Ela mesma passou várias horas revirando o lixo sem encontrar qualquer sinal do dinheiro.
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Assim, Dona Sirlei entregou o destino das suas economias nas mãos dos coletores, que fizeram um mutirão para encontrar – e devolver – a quantia perdida.
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A sacola foi encontrada na quinta-feira passada (28) antes de passar pelo compactador de lixo, que rasgou o plástico revelando as centenas de notas de 50 e 100 reais.
Com o final feliz, Sirlei pôde quitar dívidas antigas e pagar um tratamento médico que estava pendente há anos.
“Quando ela chegou aqui, estava chorando”
Três dias antes, a aposentada chegou na Cooperativa informando aos coletores sobre o mal entendido.
“Ela estava muito nervosa, tremendo, até chorando. Tentamos acalmá-la e prometemos que iríamos ajudá-la, mas sabíamos que as chances de encontrar o valor perdido eram muito baixas”, relembrou Alessandro Pooter, 34 anos, reciclador e membro da Cooperativa.
As 72 horas seguintes foram de pura angústia, mas o fio de esperança nutrido pela Dona Sirlei nesse meio-tempo se provaram de muito valor.
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“No momento em que peguei a sacola, ela já estava um pouco rasgada e percebi os maços de cédulas soltos. Ao mesmo tempo que a esteira rolava, mais dinheiro vinha em minha direção. Fui juntando tudo e logo comuniquei ao presidente da Cooperativa Fábio Rodrigues Bamberg”, explicou o reciclador.
Lição de honestidade
Alessandro é pai de 2 filhos e mora em Dois Irmãos há quase vinte anos, vindo de Santo Ângelo (RS) para trabalhar.
Sozinho, ele encontrou 80 dos 92 mil reais perdidos. Sem pensar duas vezes, devolveu toda a quantia para a aposentada.
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“Eu vou ser bem sincero, tenho minhas contas para pagar, minha casa, meu carro, tenho minha família e dois filhos para criar. Sem contar que nada é fácil no Brasil, a gente tem que batalhar muito. Mesmo sendo um valor que poderia me ajudar, no momento em que eu o encontrei, eu já sabia que esse dinheiro não era meu, que tinha dono. Não me sentiria em paz, porque esse valor não veio do suor do meu trabalho”, completou.
Para Alessandro, ele nunca mais se sentiria em paz consigo mesmo pois o dinheiro não “veio do suor do seu trabalho”. Certíssimo! ??
No mesmo dia que a sacola recheada de grana foi encontrada, o reciclador completou 8 anos de trabalho na Cooperativa.
“Sei que mexer com lixo não é uma atividade que muitos desejam realizar, mas comemoro esses oito anos com essa história que foi um presente e teve um final feliz. Esse trabalho significa muito para mim, é com ele que conquistei muitas coisas na minha vida”, comemorou.
Assista ao vídeo:
Fonte: Jornal NH
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