Após incitar preconceito, Rede Record terá de produzir programas sobre religiões afro

Clique e ouça:

Uma decisão inédita da justiça aconteceu depois de mais de 10 anos de ação judicial. Em 2004, no programa televisivo Sessão do Descarrego, exibido pela Rede Record, emissora do bispo Edir Macedo, que também é dono da Igreja Universal do Reino de Deus, diversas ofensas foram enunciadas contra as religiões afro.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Além de demonizar estas religiões, que fazem parte da nossa história, possuem suas raízes na África, mas que depois foram se adequando ao Brasil, o programa se referiu claramente às religiões como cultos exorcistas, se referiu aos pais e mães de santo como “pais e mães de encosto” e utilizou adjetivos pejorativos que desqualificava uma religião como qualquer outra, empregando palavras como bruxaria e feitiçaria.

Ainda em 2004, a ação civil pública foi movida pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT), Ministério Público Federal, Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro-Brasileira (ITECAB) e acaba de ser julgada pelo Tribunal Regional Federal da Terceira Região, de São Paulo.

Leia também: Por que religião não é uma boa desculpa para propagar o ódio

Após provar que, este programa ofende e demoniza as religiões afro através de discursos de ódio que não levam a lugar algum, o processo determina que, a partir de agora, a Rede Record terá que produzir 16 horas de programas sobre religiões afro. A emissora terá que conceder estúdio, estrutura e pessoal de apoio necessário à produção de 4 programas de TV, com duração mínima de 1 hora cada. As transmissões deverão ter pelo menos 3 chamadas durante a programação, nos mesmos padrões que os veículos usam para as chamadas de sua própria programação.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Em nota publicada pelo Tribunal Regional Federal da Terceira Região, eles ainda afirmam que: “Deverão observar, ainda, a abrangência territorial dos programas que praticaram as ofensas e priorizar conteúdos informativos e culturais para esclarecer aspectos sobre a origem, tradições, organização, seguidores, rituais e outros elementos, com o propósito de recompor a verdade”.

Leia também: Mesmo internado, jovem de 15 anos tenta achar um lar para gatos de rua

Vale lembrar que, no Brasil, os canais de TV aberta funcionam em regime de concessão pública do Governo Federal e, que o Brasil é um Estado laico, portanto, além desta atitude ser ilegal, é antiética e incita o ódio às diferenças e desinforma, já que cria todo um preconceito em relação às religiões afro-brasileiras, que além de terem um importante papel na preservação das tradições culturais dos diferentes grupos étnicos que fazem parte do nosso país, são religiões como outras quaisquer e devem ser respeitadas. Este foi um grande passo da justiça brasileira para colocar fim ao preconceito, através da informação e da discussão.

Com informações de Observatório da Televisão

Foto: divulgação – cultura mix

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Quer receber boas notícias todas as manhãs?

1,055,630FãsCurtir
2,191,217SeguidoresSeguir
18,156SeguidoresSeguir
11,200InscritosInscrever

+ Lidas

Garoto recebe ajuda de gamer profissional e sugere vender latinhas para retribuir

Essa semana muita gente se emocionou com a história do garoto Guilherme, um menino humilde que gosta de jogar um game chamado Free Fire,...

Adolescente recusa oferta de R$ 46 milhões por site sobre Covid-19

O que você faz quando tem 17 anos? Pensa em estudar, curtir a balada, se divertir. Mas, não o Avi Schiffmann. Ele construiu um...

Mãe que anunciou faxina por R$ 20 para alimentar filhos comove internautas e recebe R$ 53 mil em doações

A jovem mãe Liliane está desempregada e as faxinas foi o meio que encontrou pra não faltar comida em casa.

Vizinhos compram todos os picolés de idoso e arrecadam R$ 300 mil para ele

Os vizinhos de um senhorzinho compraram todos os seus picolés para que o idoso pudesse ir para casa e descansar. Esse ato de bondade vem...

Crianças do vídeo viral do abraço estrelam campanha para caridade

Maxwell Hanson e Finnegan McKenna são dois garotinhos que ganharam nossos corações em 2019. Agora eles estrelam a campanha da marca Boys Meets Girl,...

Instagram

Após incitar preconceito, Rede Record terá de produzir programas sobre religiões afro 13