Refugiados sírios, palestinos e egípcios são acolhidos por sem-tetos em SP

Cerca de 20 famílias de refugiados vivem em uma ocupação no bairro da Liberdade, em São Paulo. “Temos dois sírios, três egípcios, mas a grande maioria é composta de palestinos que já eram refugiados na Síria. Todos tiveram que deixar o país por conta da guerra”, conta Silmara Silva, que é de Rondônia e chegou à capital paulista sete anos atrás.

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O Brasil é a nação que mais recebeu refugiados sírios na América Latina. Alguns chegaram diretamente do aeroporto e outros foram encaminhados por mesquitas, onde aguardavam um teto.

“Quando eles chegam, organizações da sociedade civil como Caritas encontram um lugar para eles, mas não podem ficar mais do que 90 ou 120 dias, depois, eles têm que se virar. Não é fácil, já que muitos não têm a documentação em dia, não têm trabalho, e, sobretudo, não sabem falar português”, diz Silmara.

No imóvel que era da Telesp, antiga operadora de telefone do Estado de São Paulo, vivem ao todo 60 famílias. Os três últimos andares do prédio são ocupados pelos refugiados, enquanto os sem-tetos brasileiros ocupam os seis primeiros.

A Agência da ONU para refugiados (Acnur) calcula que o número de refugiados no País chega a 2.077 pessoas. Em 2013, o Comitê Nacional para os Refugiados desburocratizou a emissão de vistos para cidadãos sírios e outros estrangeiros vítimas da guerra.

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“A gente considera o Brasil como uma nação mãe, sabe”, explica Yahya Moussa, um dos refugiados que se beneficiou da flexibilização da burocracia. Ele é chegou ao Brasil nove meses atrás. Passou um tempo na mesquita de Guarulhos/SP e, em seguida, trouxe a esposa, Zubeida, e a filha do casal. “Conseguimos tirar um visto no Consulado do Brasil em Beirute, onde nos refugiamos depois de fugir de Damasco. Os outros consulados não queriam saber nada da gente”, completa.

No local onde a família de Yahya está acampada, há apenas colchões, um sofá velho e uma mesinha.
No local onde a família de Yahya está acampada, há apenas colchões, um sofá velho e uma mesinha.

Fonte: Opera Mundi

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