Reino Unido vai pedir perdão a homossexuais condenados por sua orientação sexual

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O governo britânico emitiu um comunicado na quinta-feira (20) dizendo que vai perdoar pessoas condenadas pelo ‘crime’ de serem homossexuais.

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Até 1967, era considerado crime manter relações homossexuais na Inglaterra e no País de Gales. Na Escócia, foi considerado crime até 1980 e na Irlanda do Norte, até 1982.

Sam Gyimah, secretário de Justiça do Reino Unido, afirmou que é muito importante dar perdão a pessoas que foram condenadas por sua orientação sexual, pois elas “seriam inocentes de qualquer crime hoje em dia”. O “indulto moral” foi proposto pelo deputado John Skarkey, do Partido Liberal-Democrata.

A medida é uma conquista do movimento “Alan Turing Law”, criado em homenagem ao matemático britânico Alan Turing, que ajudou a decifrar os códigos nazistas durante a II Guerra Mundial.

Turing foi condenado por se relacionar com um jovem de 19 anos, em 1952. Ele foi castrado quimicamente e cometeu suicídio dois anos depois.

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A medida é uma conquista do movimento “Alan Turing Law”, criado em homenagem ao matemático britânico Alan Turing, que ajudou a decifrar os códigos nazistas durante a II Guerra Mundial (Foto: AFP)
A medida também é uma conquista do movimento “Alan Turing Law”, criado em homenagem ao matemático britânico Alan Turing, que ajudou a decifrar os códigos nazistas durante a II Guerra Mundial (Foto: AFP)

A rainha Elizabeth II havia concedido perdão ao matemático em 2013, mas o movimento exigia que o perdão fosse concedido a todas as pessoas que foram condenadas por sua orientação sexual. Uma das pessoas que apoiaram a causa foi o ator britânico Benedict Cumberbatch, que interpretou o matemático no filme “O Jogo da Imitação”.

O escritor e ativista homossexual George Montague, acusado em 1974, comemorou a decisão, mas disse que não aceitará o pedido de perdão. “Aceitar um perdão é admitir que foi culpado. Eu não fui culpado de nada. Só fui culpado de estar no lugar errado no momento errado”, declarou ele à rede BBC.

Com informações do Super Pride / Foto de capa: annah McKay/EPA

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