Relato de um gesto de gentileza que ocorreu em Brasília

Vamos partilhar essa história que aconteceu com o Ebert Ferreira, abaixo o e-mail dele na íntegra:

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Olá, meu nome é Ebert Ferreira.

Primeiramente, parabéns pelo site 🙂
Segue abaixo um momento vivido por mim e que foi muito forte por causa da minha atitude.
Era noite, por volta das 19hs perto do bairro de Sobradinho – DF, quando ao descer do ônibus voltando do trabalho, resolvo parar numa pequena lanchonete para comer algo.
Assim que me sento, sou atendido e faço o meu pedido: uma mini pizza com um suco de laranja. Alguns segundos após isso, um menino de mais ou menos uns 10 anos de idade entra na lanchonete e passa de mesa em mesa vendendo pipoca (aquela do saquinho vermelho). Porém o menino não só vendia a pipoca mas também pedia para que alguém da mesa que ele passava pagasse um lanche para ele. Eis suas palavras: “Boa noite moço. Você quer comprar uma pipoca e levar pra sua família?” A resposta da pessoa era sempre não. Em seguida o menino perguntava outra coisa para a mesma pessoa: “Estou com fome. Você pode me pagar um lanche?”. E a resposta novamente era um não seguido de uma desculpa bem vazia do tipo: “Acabou o dinheiro… infelizmente não posso…”.
Após eu ver tal cena se repetir por 4 vezes diante de mim, o menino finalmente chega até a mesa que eu estava sentado e me faz a mesma pergunta. Eu não comprei uma pipoca dele mas ofereci um lanche sim. Eu praticamente não tinha dinheiro mas devido a paciência, a amorosidade e a humildade do menino, pra mim, era impossível recusar tal pedido.
Bom, feito isso, o menino se senta numa mesa ao lado da minha e na mesma hora eu digo: “De jeito nenhum, sente-se aqui comigo. Vamos conversar!”. Quando isso acontece todos da lanchonete (sim, todos: clientes e empregados), olhavam assustados diante da cena, principalmente as pessoas que se negaram a pagar ou comprar uma pipoca pro menino, e um garçom já estava pronto para colocar o menino pra fora do estabelecimento. O garçom sem saber o que fazer naquela situação, eu o chamo e peço para que ele anote o pedido do menino, na mesma hora eu recomendo ao menino: “A mini pizza é ótima e o suco de laranja também é muito bom!” Acabou que ele pediu a mesma coisa que eu. Então comemos, conversamos e demos boas risadas.
Foi uma surpresa pro menino eu tê-lo convidado a se sentar comigo, foi uma surpresa pra ele eu ter conversado com ele, foi uma surpresa pra ele se sentir tão a vontade.
Naquela noite eu conheci um menino que morava em uma cidade que ficava a quase 60 km de Brasília e que todos os dias ele saía de casa de manhã para vender pipoca na rodoviária da cidade e dentro dos ônibus também. Ele praticava essa atividade porque precisava ajudar os irmãos que eram mais novos, precisava comprar uniforme e material escolar e também precisava ajudar a mãe a comprar cesta básica.
O que me deixou bastante emocionado não foi a bravura do menino em trabalhar naquela idade e naquela condição, o que me impressionou foram os grandes olhos brilhantes de puro amor. Os olhos dele brilhavam muito e mesmo ao ver ele levando vários “nãos” os olhos não paravam de brilhar junto com um grande sorriso que ele dava a cada frase dita por ele mesmo.
Gostaria eu de ter ficado mais uns bons minutos com ele diante da mesa, mas ele tinha que ir, pois morava longe. Tirei uma carteira nova que estava dentro da minha mochila e dei para ele de presente para ele conseguir organizar melhor o dinheiro que ganhava durante o dia.
No início da interação com o menino, eu achava que estava ajudando alguém, mas no fundo eu quem fui ajudado com tamanha expressão de amor e gratidão pela vida, independente da situação financeira ou classe social. Naquele momento ele estava muito mais vivo do que eu, e foi então que percebi que a abertura que eu dei para a interação foi para benefício dos dois. De lá em diante me senti mais vivo e o restante da semana foi tão leve quanto aquele olhar brilhante do menino que vendia pipocas.
Cabe uma lição de vida: Ajudar significa ser ajudado!

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