Relato fala sobre a importância do silêncio nas relações

Em qualquer relação o silêncio é tão importante quanto o diálogo, ou pelo menos deveria ser entendido assim. Falamos muito sobre a importância de dialogarmos, ignorando o fato de que o silêncio pode ajudar a resolver um problema tanto quanto uma conversa que vai até de madrugada.

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A Sílvia Amélia de Araújo publicou um post no seu perfil do Facebook relatando uma situação que exemplifica perfeitamente essa observação. Publicado no domingo, o post já tem mais de 10 mil curtidas, 234 comentários e mais de 4 mil compartilhamentos.

“Hoje eu quebrei uma taça. Ontem quebrei um copo. Sem querer, ao lavar a louça e empilhá-la no escorredor. Ontem marido estava na cozinha e juntou os cacos sem comentar o ocorrido. Continuamos a conversa enquanto ele catava e varria. Eu, sempre descalça, me afastei”, escreveu Sílvia.

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Ela reconhece que é desastrada, mas que não gosta quando alguém diz que ela é desastrada, pois sabe que é. Gosta menos ainda quando oferecem ajuda sem que ela tenha pedido antes. Outro dia, Sílvia quebrou uma taça, mas não pediu a ajuda do marido para recolher os cacos. “Ele entendeu. Então dessa vez busquei o chinelo, calcei e fiz a limpeza dos cacos.”

O marido entendeu que o melhor que poderia fazer era mudar o lugar do escorregador de prato, e foi o que fez, compreendendo o que queria dizer o silêncio de Sílvia.

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“Hoje ele só me chamou até a cozinha falando ”está pronto”, na hora do almoço e jantar deliciosos que preparou. Não existiu conversa sobre copos e taças quebradas”, continua ela.

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A lição que tiramos do relato de Sílvia é a de que existem críticas que não levam a gente pra lugar algum, a não ser para novos desentendimentos. O silêncio revela soluções escondidas pelo barulho de uma conversa. “O juntar os cacos do erro e continuar. Tem algo de bonito nessa forma de entendimento mudo.”

Ela termina seu relato afirmando que isso vale para todas as relações. “Será que é preciso mesmo apontar para uma pessoa que cometeu uma pequena falha que ela falhou sendo que ela já sabe disso? Tem horas que não ouvir nenhuma palavra é tão reconfortante”.

Leia o relato na íntegra:

“Hoje eu quebrei uma taça. Ontem quebrei um copo. Sem querer, ao lavar a louça e empilhá-la no escorredor. Ontem marido estava na cozinha e juntou os cacos sem comentar o ocorrido. Continuamos a conversa enquanto ele catava e varria. Eu, sempre descalça, me afastei.

Hoje ele estava na sala e lá permaneceu. Fingiu não ouvir. Fez do jeito que já pedi para fazer. Sabe que detesto quando quebro alguma coisa, derrubo, faço algum barulhão e vem alguém correndo perguntar, machucou? quebrou um copo? o que aconteceu? SE EU PRECISAR DE AJUDA EU GRITO, foi um dia a minha explicação. Ele entendeu. Então dessa vez busquei o chinelo, calcei e fiz a limpeza dos cacos.

Voltei agora na cozinha e reparei que ele mudou o escorredor de pratos de lugar, agora ele não fica mais na pontinha da pia, de forma que os copos que eu lavo se lançam no abismo. Menos acidentes acontecerão. Ele não disse, ”olha aqui mudei o escorredor de lugar porque você é uma desastrada”. Ele sabe que eu sou. Eu sei que eu sou.

Hoje ele só me chamou até a cozinha falando ”está pronto”, na hora do almoço e jantar deliciosos que preparou. Não existiu conversa sobre copos e taças quebradas.

Fiquei pensando nisso. A gente fala tanto sobre a importância do dialogo nas relações, mas sinto que os silêncios também são valiosos. As críticas que poderiam mas não são feitas. As soluções encontradas sem conversa desnecessária, só dando um jeito. O juntar os cacos dos erros e continuar. Tem algo de bonito nessa forma de entendimento mudo.

Penso que vale para relações de todo tipo. Será que é preciso mesmo apontar para uma pessoa que cometeu uma pequena falha que ela falhou sendo que ela já sabe disso? Tem horas que não ouvir nenhuma palavra é tão reconfortante.”

Fotos: Via

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