Startup testa remédio digital para curar dores crônicas

Parece ficção científica, mas só parece mesmo. Ao invés de tomar um comprimido para curar a dor, o físico Marcelo Sousa acredita que as pessoas poderão ser curadas com luz.

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Doutor em fotoneuromodulação – área de que estuda os feitos da luz nos neurônios –, o fundador da Brigth Photomedicine explicou que a luz emitida pelo remédio digital estimula o corpo a reagir para combater a dor. Assim como o organismo reage quando recebe uma substância química, explicou Sousa para a EXAME.

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Quando a região afetada pela dor recebe a luz, as células reagem à dor e passam a produzir remédios para combatê-la. Segundo Sousa, o dispositivo é capaz de tratar 90% dos tipos de dores, inclusive dores crônicas: problema que atinge 37 dos brasileiros, de acordo com uma pesquisa da Sociedade Brasileira para Estudo da Dor (SBED).

O produto de Sousa será testado em pacientes que sofrem com artrose no Hospital das Clínicas de São Paulo, no início de 2019, visando melhorias. Os pacientes serão divididos em três grupos de 30 pessoas: um de pessoas saudáveis, outro de pessoas com a doença, que receberão o tratamento com o dispositivo, e o último receberá um placebo.

Os pacientes receberão dez aplicações do remédio digital durante o tratamento. A dose do remédio será determinada por dois fatores: as características da doença que está sendo tratada e as características do paciente (cor da pele, peso, idade e gênero).

Sousa pondera que é um tratamento complementar ao analgésico, mas os especialistas estão otimistas. Eles têm motivos para isso: os estudos iniciais da Brigth Photomedicine apresentaram uma resposta positiva com 80% dos pacientes que sofriam com diversos tipos de dores crônicas.

crédito da foto: Brigth Photomedicine

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