Empreendedora cria sistema de entrega com bicicletas para mulheres e transexuais


Mulher cria sistema de entrega com bicicletas para mulheres e transexuais
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Um sistema de entregas expressa que utiliza a bike como principal meio de transporte. Essa foi a proposta que Aline Rieira apresentou quando se inscreveu no projeto Bike Negócio, uma parceria entre o Instituto Besouro com o grupo Itaú Unibanco e o Instituto Aromeiazero, que buscava incentivar empreendimentos que utilizassem as bicicletas como ponto central.

Os cursos foram desenvolvidos com a metodologia ByNecessiity, idealizada por Vinicius Mendes Lima, fundador do Besouro. O método permite o ensino, de modo simples e objetivo, sobre como abrir uma empresa a pessoas em situação de baixa renda e escolaridade, grupos étnicos desfavorecidos e demais interessados.

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O diferencial do projeto pensado por Aline está não só no meio de locomoção utilizado como também nas pessoas que fazem esse trabalho. Com uma proposta de empoderamento, o Señoritas Courier é realizado somente por mulheres e pelo público LGBTQ e realiza entregas e encomendas por toda a cidade de São Paulo. As entregas são expedidas com horário marcado para facilitar o trabalho da equipe, que atualmente conta com 16 funcionários, entre eles, dois homens trans.

Mulher cria sistema de entrega com bicicletas para mulheres e transexuais

O tipo de encomenda entregue pelo sistema ainda consiste em entregas de pequeno porte “Chegamos a ter uma cliente que enviava flores, mas optamos por contar com mais empresas que ofereçam serviços e produtos de pequenos volumes, documentos, correios”, afirma a empreendedora.

A experiência de Aline com bicicletas não é de hoje. Em 2015, ela colocou em prática o Selim Cultural, um projeto que propõe um passeio de bicicleta pelas ruas da cidade e que ela conheceu durante uma viagem que fez à Colômbia, dois anos antes.

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Entretanto, o projeto foi engavetado pela perda de parcerias importantes. Em paralelo a isso, Aline entrou em depressão pelo fim do casamento e o amor pela bicicleta foi o que fez com que ela não desistisse de vez. “A única coisa que me deixava bem era praticar atividade física”, diz.

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Em setembro de 2015, ela começou a atuar como freelancer para uma empresa do ramo, na qual permaneceu até o começo de 2017. Após lidar com a depressão, Aline começou a trabalhar em estúdio com acervo fotográfico, sem abandonar as entregas de sempre. Com tempo, Aline começou a divulgar o serviço para amigos, que às vezes a chamavam para entregas pontuais.

Assim que entrou na turma do Bike Negócio e as bicicletas, a empreendedora de 41 anos ficou em dúvida sobre qual dos dois projetos deveria dar continuidade. Aline explica que, por várias razões, optou pelo Señoritas, projeto sobre o qual já havia pensado anos antes.

Para tirá-lo do papel, o maior desafio foi entender como chegar a um ponto de equilíbrio em relação ao valor de remuneração e como fortalecer a empresa junto ao público.

Mulher cria sistema de entrega com bicicletas para mulheres e transexuais
Aline criou um sistema de entrega com bicicletas para mulheres e transexuais

Aline garante que não tem a resposta, mas que tem acertado, errado e aprendido muito, tanto com as pessoas envolvidas quanto com o mercado. E defende uma nova visão sobre a presença feminina no mercado de trabalho.

“Já vi muitas mulheres perderem trabalho de entrega por serem encaradas como mais lentas, mais medrosas, menos autônomas”, afirma. “Minha vontade é de mostrar que somos únicas, somos diversas e, ainda assim, damos conta do trabalho”, destaca Aline.

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Fotos: Divulgação

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