Jovem negra de 15 anos passará a vestir a armadura do Homem de Ferro


Jovem negra de 15 anos passará a vestir a armadura do Homem de Ferro 1
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É muito importante ver um movimento de aumento da representatividade em diversos universos que até então eram pouco difundidos.

Um desses exemplos é no universo das HQs, com a Marvel Comics bastante disposta a deixá-los mais diverso.

A Revista Time anunciou, e o site Lado BI traduziu a adaptou a notícia,  contextualizando que, após o evento Guerra Civil II, Tony Stark deixará de ser o Homem de Ferro e entregará sua armadura para uma nova personagem, uma garota negra de 15 anos chamada Riri Williams.

A personagem havia sido apresentada aos leitores em maio, em Invincible Iron Man #9. Riri é um prodígio da tecnologia, estudante do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que foi capaz de recriar sozinha a armadura do Homem de Ferro – e por causa disso foi expulsa da universidade. “Ele vai ao encontro dessa jovem que está voando pelo país numa armadura que ainda não está bem finalizada, e tenta descobrir o que ela quer.”

Os fãs já preceberam que essa nova versão do Homem de Ferro (que, provavelmente, vai adotar um nome heroico diferente sem o “homem”) está em posição de destaque nas artes promocionais do próximo evento do universo de quadrinhos da Marvel, Divided We Stand, que, segundo o editor-chefe Axel Alonso, estabelecerá a nova realidade dos personagens da empresa daqui para frente.

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O Lado Bi lembra que a Marvel vem introduzindo a diversidade em vários de seus personagens clássicos: Miles Morales, um garoto negro e latino, veste o uniforme do Homem-Aranha; Kamala Khan, de origem paquistanesa, é a nova Ms. Marvel; Jane Foster empunha o mjolnir como a versão feminina de Thor; e vários de seus personagens são LGBT, como Estrela do Norte, Hulkling, Wiccano, e, mais recentemente, o Homem de Gelo. Abaixo um trecho da entrevista que Bendis concedeu à Time:

Como você teve a ideia para a personagem Riri Williams?

BENDIS Uma das coisas que ficou na minha cabeça quando eu estava trabalhando em Chicago há uns dois anos, em um programa de TV que acabou não indo ao ar, foi quanto caos e violência há por lá. E a história dessa jovem brilhante, cuja vida foi marcada por tragédias que poderiam ter facilmente acabado com sua vida – nada mais que violência de rua aleatória – e conseguiu ir para a faculdade me inspirou muito. Achei que essa seria a versão mais moderna de um super-herói ou super-heroína que eu já tinha ouvido. Eu guardei essa ideia por um tempo até que eu tivesse o personagem certo e o lugar certo.

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Como estamos, lentamente e, espero, muito organicamente, adicionando esses novos personagens ao Universo Marvel, parecia natural que esse tipo de violência inspiraria uma jovem heroína a se erguer e tomar uma atitude. Para mim era muito empolgante o conceito de que ela utilizaria sua sagacidade científica, suas habilidades naturais, que ainda estão em estado bruto mas tão além das que Tony Stark tinha naquela idade.

Como foi a recepção dessa personagem até agora (antes desse anúncio)?

Felizmente, graças ao meu envolvimento na criação de Miles Morales e Jessica Jones e alguns outros personagens, Riri Williams está sendo bem recebida mesmo pelos fãs mais ranzinzas. Há fãs que dizem “mostre pra gente coisas novas”, e há os que dizem “não façam nada diferente do que eu lia quando era criança”. Então, quando se apresenta novos personagens, você sempre tem gente paranoica com a possibilidade de que possamos arruinar suas infâncias.

Eu já trilhei esse caminho com Miles Morales, Jessica Jones, Maria Hill. Eu sabia que estava em boas mãos com Mike Deodato e outros artistas, que estão ajudando a visualizar a Riri.

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Leia a entrevista completa aqui.

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