OAB do Ceará faz história ao conceder primeira carteira a homem trans


Pela primeira vez, OAB concede carteira a homens trans no Ceará
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Pela primeira vez em 89 anos, a entidade máxima de representação e regulamentação da advocacia brasileira – a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – entregou uma carteira com nome social a um homem trans, o advogado Murilo Gonçalves.

O bacharel atua na área desde 2013. Nesse meio tempo, passou pelo processo de transição de gênero e solicitou à Ordem o documento com o nome social – integralmente atendido, sem ressalvas.

Para ele, trata-se de um “momento emblemático para a Ordem dos Advogados do Brasil”.

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Murilo conta que o presidente da OAB-Ceará, Erinaldo Dantas, ‘foi sensível ao seu pedido’. “Sou muito grato por isso”, comentou o advogado, enfatizando que a Ordem é ‘um espaço plural’.

Pela primeira vez, OAB concede carteira a homens trans no Ceará
Murilo Gonçalves (à esquerda) recebe do presidente da entidade, Erinaldo Dantas, a carteira da Ordem. Foto: Portal OAB-CE

Na última quarta-feira, 5, ocorreu a entrega da carteira. No discurso de aceitação, Murilo disse: “Estou representando, aqui, todo aquele que não tem voz e vez. Todas as minorias que não se vêem em locais de destaque.”

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A OAB-Ceará reafirmou ‘o compromisso de inclusão e de estar sempre lutando por uma sociedade igualitária’. Para o presidente Dantas, este é um marco importante. “Somos plurais, somos muito mais! Estou muito feliz em ter realizado a primeira entrega de carteira para transgênero”, destacou.

No evento de entrega das carteiras, outros 45 advogados receberam a “vermelhinha”.

Erinaldo Dantas chamou atenção para ‘os gestos simples, como esse, e que são capazes de mudar a vida das pessoas’. “Estamos sendo aquilo que todos devem ser. Infelizmente, ainda há uma cultura de não respeitar aquilo que é diferente da gente. Mas a beleza do mundo está exatamente nisso, nas diferenças. É preciso respeitar a diversidade e entender que, com ela, temos a oportunidade de aprender mais e crescer enquanto seres humanos”, declarou.

Já Murilo incentivou os 45 novos advogados que receberam a carteira vermelha, e recomendou: “Sejam sensíveis às causas sociais, àqueles que não podem recorrer à Justiça. Precisamos entender que a advocacia é função essencial à Justiça. Nós podemos ser e devemos ser vetores de modificação social.”

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Fonte: Estadão/Foto: Portal OAB-CE

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