Gianmarco Negri é eleito o primeiro prefeito transgênero da Itália


Gianmarco Negri é eleito o primeiro prefeito transgênero da Itália
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O advogado Giannmarco Negri, 40 anos, acaba de fazer história na Itália. Ele foi eleito nessa segunda-feira (27) prefeito do pequeno município de Tromello, na província de Pavia, tornando-se o primeiro homem trans eleito para o cargo no país e estima-se que no mundo.

Ele disputou contra outros três candidatos e venceu com 37,5% dos votos. Os outros concorrentes foram o ex-vice-prefeito Antonio Pavia, de centro-direita, que teve 23,16%, e o candidato da La Ligue, extrema-direita, Renato Cappa, com 25,79%.

A cidade conta com 3.700 habitantes, cuja maioria votante deu um voto de confiança em Gianmarco, rejeitando o candidato de extrema-direita. Vale dizer que todos sabiam sobre a transgeneridade do político, designado mulher ao nascer, mas que se identifica com o gênero masculino e é um homem.

[A Ana Paula é uma mulher trans e foi acolhida pela dona de um salão de beleza, após ter sido vista comendo comida do lixo. Tatiana criou uma vaquinha online para ajudar a moradora de rua a recomeçar sua vida do zero, saiba como ajudar aqui.]

Negri era conhecido, sobretudo, por aparecer em alguns programas de TV para falar sobre a luta pelos direitos civis da comunidade trans. A associação Rainbow Road Italia também cumprimentou o prefeito e declarou que a eleição “marcará o ponto de virada na pequena cidade de Tromello e na história da Itália”.

Gianmarco Negri é eleito o primeiro prefeito transgênero da Itália
Gianmarco Negri é eleito o primeiro prefeito transgênero da Itália

Fabrizio Marrazzo, porta-voz do Centro Gay, parabenizou o prefeito pela vitória e declarou: “Esperamos que haja muitas outras pessoas gays, lésbicas e trans eleitos nesta eleição. Por uma Itália mais inclusive e livre”.

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O grupo lançou a campanha #VOTOTRANS, que visa respeitar a identidade de pessoas trans que são eleitoras. Em muitos casos, mulheres trans são obrigadas a votar em filas de homens e homens trans são obrigados a votar em filas de mulheres, o que fazem renunciar o direito ao voto

No Brasil, a representatividade de homens trans enquanto candidatos políticos é pequena. Nas últimas eleições, dados da Antra (Associação Nacional de Travestis e Tranexuais) mostram que apenas um homem trans se candidatou a deputado estadual pelo PT-RJ, Cristian Lins, que recebeu 689 votos e não se elegeu. Nas eleições de 2016, Thammy Miranda se candidatou a vereador de São Paulo, recebeu 12.408 votos e se tornou vereador suplente, sem ter ocupado o cargo até o momento.

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Fonte: Open/Fotos: Reprodução/Open Online

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