Restaurante emprega transexuais em João Pessoa (PB): ‘Essa família me adotou’

O preconceito contra travestis e transexuais dificulta (e muito!) sua entrada no mercado de trabalho formal.

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Felizmente, há exemplos que inspiram uma mudança de paradigma, como um restaurante em João Pessoa (PB). Lá, a maioria dos funcionários são transexuais.

Uma delas, Júlia Ariella, 23 anos, trabalha há dois anos no estabelecimento (que funciona há três). Nascida no sertão paraibano, a jovem mora há quatro anos na capital paraibana, onde começou a transição de gênero após deixar a casa dos pais.

Restaurante emprega e acolhe transexuais em João Pessoa

“Desde pequena, na minha cabeça, eu já era mulher. Mas eu não podia assumir porque minha família não ia aceitar como era”, disse Júlia.

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Foram dois anos buscando emprego até encontrar o restaurante. “No momento que cheguei na empresa fui muito bem acolhida. Passei por muitas situações difíceis, para toda trans o mercado de trabalho é muito difícil. Essa família me adotou, eu considero uma família. Me dedico muito à empresa”, destacou.

Tudo foi possível graças à iniciativa de Larissa Dias, proprietária do restaurante Mundial Galetos, que tem três unidades: 5 dos 8 funcionários da empresa são transexuais.

Restaurante emprega e acolhe transexuais em João Pessoa

Larissa explica que a atitude surgiu por ela ser amiga de pessoas meio LGBT. “É uma honra pra mim tá contratando e ter elas junto comigo. Aqui nunca teve diferenciação… as meninas são muito responsáveis, proativas, honestas, humildes e elogiadas pelo atendimento”, disse a empresária.

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Júlia afirma que nunca sofreu transfobia no restaurante, tampouco na família. “Para mim, foram muitas mudanças, eu olho minha foto como menino e agora como menina, é totalmente diferente. Hoje eu tô lá em cima, porque antigamente eu não vivi como tô vivendo agora, com autoestima renovada”, revelou.

Restaurante emprega e acolhe transexuais em João Pessoa

O próximo passo é ingressar na faculdade. Ela deseja cursar Publicidade e Propaganda. Para ela, a conquista do emprego foi essencial para a guinada na sua vida.

“Empresários e empresárias abram mais oportunidades de emprego, somos muito responsáveis, tem que dar mais oportunidades pra gente e não generalizar com outras realidades”, concluiu.

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Fonte: G1/Fotos: Diego Rodrigues/Centro de Cidadania LGBT

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