Restaurante de Florianópolis é o primeiro do país a ter o selo ‘lixo zero’

Assegurar o consumo sustentável até 2030, imagina?

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É uma das metas elaboradas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para proteger o planeta.

Em Florianópolis, um restaurante decidiu entrar nessa luta e a ação já impactou internautas e até mesmo os fornecedores do estabelecimento.

 [Nota da Redação do Razões] (Matéria continua depois do vídeo abaixo)

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Na cozinha, os sinais de que este não é um restaurante convencional. Para a lavagem da louça, redes de pesca descartáveis viraram uma nova versão de esponja. Para vedar potes com alimentos, ao invés do plástico-fio, utiliza-se silicone reutilizável.

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Embalagens? Somente as retornáveis.

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Se os clientes devolverem os potes de vidro, onde a comida foi entregue, ainda leva dinheiro de volta. Foi acumulando iniciativas como estas que o estabelecimento virou referência. Trata-do primeiro do restaurante do país a ter o selo de “Restaurante Lixo Zero”.

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“O delivery lixo zero é uma coisa as vezes muito distante para algumas empresas e a gente mostrando que é possível fazer, os clientes, as pessoas, os amigos pedindo para as empresas fazerem é muito mais provável que essa realidade aconteça,” diz Joana Wosgrau Câmara, sócia-proprietária do restaurante Origem Natural.

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Para disseminar a mensagem do consumo consciente e instigar pequenas mudanças de hábitos, o restaurante lançou um desafio para um grupo de clientes e influenciadores digitais: sete dias com lixo zero. Para cada dia, uma meta diferente, desde o não-consumo de embalagens descartáveis, até o uso de meios de transporte menos poluentes.

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Pelas redes sociais, a rotina com os novos desafios é postada, replicada e vai ganhando novos adeptos.

“[…] Hoje tanto os influenciadores digitais que falam com a gente quanto seus seguidores atualmente estão participando massivamente da campanha. Já temos umas 80 pessoas já participando com a gente, postando, marcando e mudando a sua rotina e levando tudo isso para o resto da vida,” diz Arthur Ferreira dos Santos, sócio-proprietário do restaurante.

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Optar por materiais retornáveis e biodegradáveis, transformar em compostagem a matéria orgânica e destinar para reciclagem aquilo que já não tem uso fez com que o índice de produção de rejeitos – isto é, aquilo que vai para o aterro sanitário, – seja de apenas 9%. Tudo é uma questão de (boa) vontade; e criatividade.

Um dos desafios atuais do restaurante é consumir um delivery “lixo zero”. Você já parou para pensar em quantas embalagens vêm naquela refeição que você recebe em casa ou no trabalho quando não consegue sair para comer? Todo esse material que vai para o lixo é dispensado no estabelecimento.

Aqui a história é diferente: a embalagem de entrega é de papel; o prato principal vem dentro de um pote de vidro – retornável, assim como a bebida, igualmente alocada num pote de vidro retornável e pronto para consumo imediato (geladinha!). Tem até a sobremesa, condicionada da mesma forma.

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Tudo isso pode ser trazido de volta, e o cliente ainda ganha uma porção do valor cobrado pela refeição de volta.

Para fugir do plástico e resolver o problema dos talheres, o restaurante desenvolveu garfo, colher e faca com material biodegradável, feito a partir de bagaço de cana compensado. Quando descartados, levam três meses para voltarem a ser matéria orgânica.

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Utensílios tão pequenos que se multiplicados e somados a todo o volume de descartes, representam uma transformação necessária – e urgente.

Em 20 anos, a estimativa é que o lixo atual no mundo, calculado em 1,3 bilhão de toneladas, fique 70% maior.

“Quando a gente fala de sustentabilidade, falamos também de um ciclo, que chamamos de 3 R’s. O primeiro é reduzir: e isso é simples, às vezes você vai no supermercado para comprar algum produto e percebe que existem 4, 5, 6 embalagens dentro do mesmo produto. Quando você passa a fazer escolhas mais conscientes comprando produtos que utilizam menos embalagens, você também está reduzindo a questão da quantidade de lixo que é produzida,” explica Katiane Vieira, coordenadora de desenvolvimento sustentável de Santa Catarina.

Agenda 2030

Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis é um dos objetivos da agenda 2030. São metas elaboradas pela Organização das Nações Unidas para proteger o planeta.

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Por aqui, a ideologia que virou negócio, já impactou até os fornecedores. “No caso dos queijos [comprados pelo restaurante] mostramos que não era necessário vender porções tão pequenas e com tanta embalagem. Para os cogumelos, a gente vem retornando as bandejas pra eles, para também mostrar se eles conseguem encontrar outros caminhos para esse fornecimento,” conta Alexandra Lemos, sócia-proprietária do restaurante.

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Aos poucos, mudando a realidade local, provocando, desafiando, a perspectiva de um futuro mais sustentável ao alcance dos olhos. Somente em Florianópolis, 56% de tudo que vai parar no aterro poderia ser reciclado. Margem para mudança existe. Sete dias de desafio podem ser um bom começo.

“A gente quer que todo mundo esteja junto conosco, porque esperamos que Floripa seja uma cidade lixo zero,” conclui Joana.

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Fonte: ND Online
Fotos: Reprodução/RIC TV

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