Neurociência descobriu o que o budismo já sabe há anos: não existe um “você” aí dentro


neurociência e budismo
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Um pesquisador no Canadá  resolveu utilizar a neurociência para estudar a crença budista da “anatta”, mais conhecida como “não eu”.

Este conceito da neurociência baseia-se no fato de que não há um eu constante, de que não somos os mesmo de um momento para o outro, de ano a ano, isso para os budistas é uma ilusão. “O cérebro e o corpo estão constantemente em fluxo. Não há nada que corresponda ao sentido de que há um eu imutável”, afirma Evan Thompson, da Universidade de British Columbia, no Canadá.

Em uma publicação na revista “Trends in Cognitive Sciences”, ele comprovou o que os monges já sabiam há tempos: se você treinar sua mente, você pode mudar seu cérebro.

“Há evidências de que o autoprocessamento no cérebro não é instanciado em uma determinada região ou rede, mas se estende a uma ampla gama de flutuação de processos neurais que não parecem ser autoespecíficos”, escrevem os autores do artigo.

Os estudos realizados por Thompson incluem ciência cognitiva, fenomenologia e filosofia budista. Mais ainda há um ponto de divergência, os budistas acreditam que há uma forma de consciência independente do corpo físico e os neurocientistas discordam.

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“Na neurociência, muitas vezes você se depara com pessoas que dizem que o eu é uma ilusão criada pelo cérebro. Minha opinião é que o cérebro e o corpo trabalham em conjunto no contexto de nosso ambiente físico para criar um senso do eu. E é equivocado dizer que só porque é uma construção, é uma ilusão”, afirma Evan em um trecho da publicação.

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Fonte: Good / Imagens: Divulgação

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