Redeterapia simula posição intrauterina e ajuda na recuperação de bebês prematuros

A redeterapia consegue deixar o bebê mais aconchegado, simulando a posição intrauterina. Além disso, como o tecido é mais macio, exerce menos pressão sobre a pele do bebê evitando lesões.


Redeterapia recuperação de bebês prematuros
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A pequena Maria Esperança, nascida há algumas semanas, recebe um cuidado mais do que especial da equipe de médicos e enfermeiros do Hospital Regional Norte, em Sobral, no Ceará. A recém-nascida passa grande parte do tempo em uma rede adaptada ao seu tamanho, dentro da incubadora, em uma técnica chamada de redeterapia.

Nela, os bebês com quadro clínico estável são colocados em pequenas redes dentro da incubadora, na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin). A redeterapia auxilia a criança a adquirir uma posição mais confortável, semelhante a que estava no útero materno.

“A redeterapia consegue deixar o bebê mais aconchegado, simulando a posição intrauterina. Além disso, como o tecido é mais macio, exerce menos pressão sobre a pele do bebê evitando lesões. Os bebês até provocam um balanço suave na rede quando mexem as perninhas, ficando mais calmos e adormecendo com facilidade”, ressalta a médica Renata Freitas, coordenadora da Neonatologia do HRN, que é administrado pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH).

Redeterapia recuperação de bebês prematuros
Foto: ISGH/Reprodução

De acordo com Renata, a redeterapia acaba acelerando o processo de recuperação e alta dos bebês. “A orientação médica para que a criança seja colocada na rede é feita em parceria com a equipe da fisioterapia, para garantir que permaneçam na posição mais adequada ao seu desenvolvimento”, diz.

A dona de casa Antônia Lourenço de Sousa, 38 anos, mãe de Maria Esperança, está muito feliz com rápida melhora de sua sexta filha. A pequena nasceu no final de setembro com apenas 29 semanas, 725 gramas e 32 cm, em um parto complexo e bastante delicado.

Antônia deu à luz em sua casa, em Tianguá, a cerca de 90 km de Sobral. “Achei que ela se desenvolveu muito e muito rápido. Aqui é muito bom, gostei muito. Não falta nada para a minha filha e os profissionais estão o tempo inteiro olhando, cuidando dela. Também achei muito fofa a redinha”, diz Antônia, sorrindo.

Redeterapia recuperação de bebês prematuros
Foto: Marcelino Júnior / Reprodução

Em meio à redeterapia, a dona de casa pode ficar com a filha o tempo que quiser, além de poder amamentá-la normalmente.

Algumas vezes ao dia, Antônia conta que as enfermeiras colocam Maria em seu colo, para ela ‘acarinhá-la um pouquinho’.

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Redeterapia é uma forma de humanização

Todos os bebês considerados prematuros, isto é, que nascem com idade gestacional inferior a 37 semanas, recebem cuidados redobrados da equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, fonoaudiólogos. Há ainda psicólogos que dão apoio às mães.

Nas dependências do Hospital Regional Norte, o setor de Neonatologia contempla a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (Utin) e a Unidade de Cuidado Intermediário Neonatal Canguru (Ucinca).

A instituição oferece 49 leitos, dos quais 10 na UTI neonatal, 30 na UCI neonatal e nove na UCI Canguru. São atendidos pacientes de 55 municípios da região Norte do Ceará.

Redeterapia recuperação de bebês prematuros
Redeterapia é adotada em hospitais cearenses. Foto: Governo do Estado do Ceará/Reprodução

Os profissionais adotam técnicas de humanização para melhorar a experiência e qualidade de vida dos recém-nascidos.

Uma deles, batizada de ‘Método Canguru’, promove “a aproximação entre família e bebê através do contato pele a pele, estimulando o desenvolvimento e recuperação das crianças com baixo peso e prematuras”.

Já a musicoterapia “proporciona o relaxamento dos pacientes, contribuindo para a melhora da saturação de oxigênio, a regulação da frequência cardíaca, o sono, a sucção não-nutritiva e o ganho de peso”.

Redeterapia recuperação de bebês prematuros
Foto: Lana Torres/G1

As incubadoras da Utin são aquecidas e umidificadas, de modo a se assemelharem ao ambiente do útero materno. Com baixíssima luminosidade e quase sem ruídos, o ambiente promove o crescimento e desenvolvimento do recém-nascido prematuro.

Os pequenos também contam com suporte respiratório e nutricional. “Eles precisam de um aporte nutricional porque têm baixo peso e demandam muita energia para se formar”, explica Cristiane Lemos, coordenadora de enfermagem da Neonatologia do HRN.

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Fonte: ISGH

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