Após dois transplantes, tatuador incentiva doação de medula óssea com campanha

O tatuador Gustavo Teixeira Franzoni oferece descontos em desenhos para doadores de medula óssea, e reverte o valor para instituições beneficentes.


tatuador incentiva doação medula após transplantes
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O tatuador Gustavo Teixeira Franzoni oferece descontos em desenhos para doadores de medula óssea ou órgãos, e reverte o valor arrecadado para instituições beneficentes.

Gustavo tomou essa decisão depois de fazer dois transplantes de medula para curar um Linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que surge nos linfonodos (gânglios) do sistema linfático, diagnosticado em 2007.

Ele fez quimioterapia e, em 2009, quando achava que estava curado, descobriu que a doença tinha voltado. A notícia abalou profundamente Gustavo, a ponto dele não querer mais tratar a doença, “porque sabia que precisava fazer o transplante. Sabia dos riscos, fiquei com medo”.

Em 2012, Gustavo decidiu que não se entregaria tão facilmente ao câncer. O tatuador, formado em Publicidade e Propaganda, foi ao consultório de uma médica que achou que ele tinha interrompido o tratamento há dois meses, e não há dois anos.

Na verdade, a médica não sabia como Gustavo estava vivo, apesar do tumor ter crescido pouco nesse tempo, contou o tatuador. Então, Gustavo começou todo o procedimento para fazer o transplante de medula óssea.

A sorte é que eu consegui fazer com a minha própria medula. Fiz o tratamento e meu corpo respondeu super bem”, disse Gustavo em conversa com o Razões para Acreditar.

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Depois do transplante, ele teve que tomar todas as vacinas que já tinha tomado, um procedimento padrão. Enquanto realizava exames para receber as vacinas, a equipe do hospital disse para Gustavo que o câncer havia voltado.

Ele começou o tratamento para fazer o segundo transplante de medula, só que desta vez a medula precisava ser de outra pessoa. Os pais nem a irmã de Gustavo eram compatíveis.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer, as chances do paciente de encontrar um doador compatível fora da família é de 1 em cada 100 mil pessoas. Foi uma sorte e tanto Gustavo encontrar um doador para realizar o transplante, o segundo em dez anos de tratamento contra o câncer.

Mas, ele não está completamente curado, já que o câncer apareceu novamente em 2016. De lá para cá, Gustavo faz imunoterapia, um tratamento que impede a progressão do tumor e deixa seu corpo mais resistente.

Vendo de perto a dificuldade que é para o paciente conseguir um doador de medula compatível, o tatuador criou a campanha ‘Doe e Ganhe’, para incentivar a doação de medula óssea e órgãos. Os desenhos têm valores simbólicos, e são revertidos para instituições beneficentes.

Para ajudar a salvar quem está na lista de espera de transplantes e garantir uma ilustração personalizada, você só precisa se cadastrar no hemocentro mais próximo e preencher um formulário disponível no site do estúdio de tatuagem do Gustavo, clicando aqui.

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crédito da imagen: Razões para Acreditar

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