Jornalista socorre idoso e ainda o ajuda a reencontrar família após 16 anos


Idoso que foi socorrido e encontrou família depois de 16 anos
Idoso que foi socorrido e encontrou família depois de 16 anos
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Por Rio de Boas Notícias

Uma história real que começou a ser narrada de forma bem triste no Twitter, por Paula Schmitt, viralizou nas redes sociais e teve um desfecho feliz: após levar ao hospital um idoso debilitado que estava vivendo na rua, a jornalista e escritora descobriu que ele tinha família e era procurado pelos filhos há 16 anos.

tweet sobre idoso

Jorge José da Conceição, cerca de 80 anos, a quem Paula conhecia com o nome fictício de “Seu Pedro”, vive de bicos e é figura conhecida em Ipanema. Morador de uma comunidade próxima, está sempre por ali no bairro.

Pois Seu Pedro foi ficando magro demais. E andando muito devagar. Daí descobri que ele estava morando ‘na pista’ – foi expulso de seu casebre na comunidade porque não conseguiu pagar os últimos três meses de aluguel”, conta Paula.

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Após uma tentativa frustrada de levá-lo ao hospital, a jornalista finalmente conseguiu convencê-lo na última segunda-feira (25). “Uns amigos do Carolice me chamaram pra dizer que Seu Pedro estava quase morrendo. Saí correndo ainda com o gosto do vinho que ia ajudar a atenuar a cena: aquele homem tão digno e orgulhoso, sempre tão elegante, deitado num banco, respirando pouco, encolhido, envergonhado”, escreve.

Seguiram para o Hospital Municipal Miguel Couto. Paula conta que Seu Pedro mal conseguia andar. Ele só pedia a ela uma coisa: que convencesse o hospital a interná-lo. Queria uma cama, dormir sob um teto, numa maca menos dura que o chão.

Outro pedido feito pelo idoso a Paula, várias vezes, foi para que lhe dessem soro, pois “a comida não entrava”. A jornalista chegou a deixar refeições pagas para ele em restaurantes do bairro, mas Seu Pedro não gastou o crédito.

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No Miguel Couto, encontrou o caos de um hospital público no Rio: cheiro de esgoto, sem ar-condicionado. Mas, para sua surpresa, encontrou também funcionários muito carinhosos. Um segurança, por exemplo, vendo seu desespero, a ajudou a coletar a urina de Seu Pedro em um potinho. E enfermeiras até tentaram distraí-la com outras histórias.

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Foram feitos exames de sangue, urina, raio-x do pulmão. Todas as hipóteses de doença grave foram afastadas. A boa notícia logo deu lugar a um cenário preocupante: como Seu Pedro não ficaria internado, onde então iria dormir?

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Para alívio de Paula, uma médica se compadeceu da situação e sugeriu dar a ele soro com eletrólitos por 10 horas. Assim ele passaria a noite no hospital e, no outro dia, poderiam encontrar um abrigo para que Seu Pedro ficasse.

Na manhã seguinte, Paula voltou ao hospital. Mas a assistente social estava preocupada: não sabia se encaminhá-lo a um abrigo seria uma boa opção. “Não é asilo, Paula. Ele está fraquinho. Lá é grande, lotado, e é tudo gente com a realidade da rua”, explicou.

Foi então que Paula começou uma nova saga: tentar encontrar os documentos de Seu Pedro ou emitir novos para dar a ele identidade e, se possível, uma aposentadoria. Foi quando Seu Pedro contou o nome verdadeiro, Jorge José da Conceição, e autorizou a jornalista a procurar sua família.

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A missão foi cumprida com a ajuda da Delegacia de Descoberta de Paradeiros. Eles revelaram ainda algo que seu Jorge nunca havia contado a ninguém: ele tem dois filhos. E eles o procuram há 16 anos.

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O filho chegou no mesmo dia ao hospital. Ao ver o pai, depois de tanto tempo, disse: “vamos cortar essa barba e cabelo direito”. Os dois se abraçaram chorando. E o hospital todo se abraçou.

Seu Jorge com o filho e a filha
Paula fez uma foto dos filhos com Seu Jorge lá no hospital

Seu Jorge está aqui ainda, filho veio de moto porque não aguentava de ansiedade. Foi pegar o carro agora e vai levar seu pai pra uma casa nova e grande. Já avisou que Seu Jorge vai ter que aprender a cuidar de cachorro”, escreve Paula.

Poderia ter final mais feliz?

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