“Eu fui de uma sem-teto à dona da minha empresa de maquiagem com foco na cultura indígena”

Eu cresci em uma fazenda de uma pequena cidade fora de Yuma, no Arizona. Eu sou a mais velha de quatro irmão e nossa criação muito difícil. Não tínhamos muito, mas tínhamos um ao outro. A escola era meu porto seguro, por isso acabei sendo a 1º da minha família a se formar na faculdade.

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Meus 20 anos foram realmente um grande borrão. Eu estava ganhando muito dinheiro, dirigindo um carrão e simplesmente vivendo a vida muito rápido. Me casei, tive uma filha e me divorciei. Aos 27 anos, fui diagnosticada com câncer.

Meu seguro cobria apenas uma parte das minhas cirurgias e medicamentos. Ser mãe solteira e estar doente era difícil. Eu perdi tudo: minha casa, meu carro, minhas economias. Tudo na tentativa de pagar pelos meus tratamentos. Tive outro bebê e acabei sendo uma sem-teto com dois filhos.

Foi uma loucura deixar de ser uma pessoa bem-sucedida e, de repente, estar sem dinheiro. Mas sempre fui muito positiva. Cresci em um ambiente negativo e sempre houve uma parte de mim que queria algo melhor.

Sempre sonhei em ter minha própria linha de cosméticos. Minhas paixões são a maquiagem e o trabalho filantrópico, então descobri uma maneira de fazer essas duas coisas andarem juntas. Foi aí que mudei para Nova York e fui para a escola de cosmetologia.

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Então, em 2018, fui o primeira maquiadora nativo-americana a liderar um desfile nos bastidores da New York Fashion Week. Comecei a Prados Beauty e usei meus produtos de maquiagem em modelos, depois comecei a vendê-los online no ano seguinte.

Assim que o negócio se tornou bem-sucedido e os produtos começaram a vender, decidi devolver 50% dos lucros às comunidades indígenas e aos necessitados.

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Lançamos nossa organização sem fins lucrativos, chamada Prados Life Foundation, e estamos arrecadando dinheiro para enviar às comunidades indígenas que foram duramente atingidas pela pandemia, bem como bombeiros e departamentos de polícia nas reservas.

Eu ganhei um patch da tribo Zuni como agradecimento por nossa ajuda. Eu olho para ele todos os dias e me lembro que, embora sejamos uma empresa de cosméticos, podemos mudar o mundo das pessoas. A representação da cultura indígena na beleza é importante.

Eu pessoalmente me identifico da tribo dos Yaqui e Comanche. E quando penso na beleza indígena, penso em amplificar as vozes não apenas de uma tribo em particular, mas de todas nós juntos.

Usar sementes vibrantes de cores como turquesa, amarelo e laranja ajuda a conseguir isso. Temos muitos maquiadores indígenas em nossa equipe que vêm com os mais belos looks, e alguns deles postam fotos em seus trajes ou usando joias com miçangas.

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Nossa marca registrada é ter muito orgulho de quem somos e contar nossa história através da maquiagem. Isso também inspirou os consumidores a aprender sobre a cultura indígena.

Eles sabem que nós, índios, não somos apenas mais uma falsa história da Pocahontas e que podemos lembrar as pessoas que somos muito mais do que um genocídio contado em um livro de história.

Relato traduzido e dado por Cece Meadows, fundadora e CEO da Prados Beauty, retirado do Yahoo Life e publicada na edição de abril de 2021 da Marie Claire.


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