Sueca impede afegão de ser deportado no avião

A estudante e ativista Elin Ersson, de 21 anos, teve uma atitude muito corajosa e digna, que repercutiu no mundo todo. Ela descobriu, junto com outros ativistas, que um jovem refugiado afegão estaria em um voo que sairia de Gotemburgo, na Suécia, com destino à Turquia, e seria deportado.

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Elin entrou no avião e se recusou a sentar em seu assento até que o homem fosse retirado da aeronave. Ela fez isso pois um avião não pode decolar até que todos os passageiros estejam sentados, segundo as regras de transporte aéreo.

Ela transmitiu ao vivo pelo Facebook sua tentativa para fazer com que o homem saísse da aeronave e ficasse no país.

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“Eu não vou sentar até esta pessoa sair do avião porque ele muito provavelmente será morto”, disse Elin a um funcionário que lhe dava ordens para parar com a gravação e sentar.

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Alguns passageiros não aprovaram a atitude da ativista. Um deles tenta tomar seu celular e Elin fala:

“O que é mais importante, sua vida ou seu tempo? Quero que ele saia do avião porque ele não está a salvo no Afeganistão. Estou tentando mudar as regras do meu país; não gosto delas. Não é certo enviar as pessoas ao inferno”.

Mas alguns dos passageiros se solidarizam com sua atitude e começam a aplaudi-la. Um homem a três filas de distância se levanta para dizer que está com ela, assim como um time de futebol na parte de trás do avião.

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Depois de um impasse tenso, durante o qual autoridades aéreas se recusaram a retirar Elin à força do avião, o afegão foi liberado do avião e a estudante começa a chorar, emocionada. Ela e o refugiado desembarcaram, mas policiais afirmaram que ela pode precisar  responder processo por desobedecer as ordens de um piloto dentro de um avião. Elin pode ser multada e enfrentar até seis meses de prisão.

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Segundo a imprensa local, o imigrante afegão, de 52 anos, será deportado em outro momento.

Elin trabalha como voluntária em grupos de refugiados há cerca de um ano. Em 2015, 163 mil pessoas buscaram refúgio na Suécia, incluindo 35 mil menores desacompanhados, mas o governo vem adotando uma política de deportação, especialmente de afegãos.

Os afegãos representam mais da metade dos refugiados, mas apenas 28% receberam asilo. O Afeganistão é considerado “seguro”, embora grupos humanitários apontem que é um país frágil – mais de 3.000 civis foram mortos e 7.000 feridos em 2017.

Assista ao vídeo:

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Foto: Facebook/Reprodução

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