Anos após médico dizer que ele não conseguiria ler nem escrever, jovem com déficit cognitivo conquista primeiro emprego

Na infância, Pedro Cruz sofreu isquemia cerebral e passou por várias convulsões. Após ouvir de um médico que não conseguiria ler nem escrever, Pedro conquistou seu primeiro emprego.


jovem supera prognósticos médicos primeiro emprego
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Superação sempre fez parte da vida de Pedro Cruz, de 26 anos. Com apenas 6 meses, o jovem enfrentou uma cirurgia para corrigir três deformidades no pé, e, logo após o processo, Pedro sofreu isquemia cerebral e passou por várias convulsões. Após ouvir dos médicos que não conseguiria ler nem escrever, Pedro conquistou seu primeiro emprego.

“Ele ficou entre a vida e a morte por diversas vezes, foram 22 dias de Santa Casa. Na época os médicos disseram que não dava pra saber o que aconteceria com o cérebro do meu filho”, conta a mãe, Ana Paula Freitas, de 47 anos. Como resultado, o jovem teve um déficit cognitivo, a coordenação motora foi afetada e ficou com 20% da visão.

A escola deveria ser um dos primeiros espaços para ajudar na socialização e desenvolvimento de Pedro ainda criança, mas infelizmente ele teve que lidar com a falta de inclusão do local. “As escolas não queriam ele e isso afetou a autoestima. Pedro é um cara calejado”, afirma Ana Paula, produtora de eventos.

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Ana Paula com Pedro. Ainda bebê, o filho lutou pela vida diversas vezes

Entre ter que enfrentar as desmotivações de um especialista renomado que disse que Pedro jamais conseguiria ler e escrever, e o desafio de ter que ensiná-lo em casa com uma professora particular, Ana conseguiu ver o filho alfabetizado aos 17 anos.

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“Tive que desobedecer, contrariar, pois sei que o Pedro pode mais. Ele tem que ser exposto e estimulado”, afirma Ana Paula, que ensinou o filho a andar de metrô e o estimulou a ler partitura para tocar piano.

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Foi em um encontro inesperado que Ana conheceu Theo Resende, o mais novo chefe do filho. “Conheci a mãe do Theo por intermédio do meu marido. Combinamos um encontro no restaurante do Theo. Conversando com ela, casualmente, comentei que meu filho nunca tinha trabalhado, no mesmo instante ela chamou o Theo”, afirma Ana. Após ouvir a história de Pedro, Theo pediu para que Ana trouxesse o filho no restaurante, pois queria contratá-lo.

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“Sempre busquei dar oportunidades para pessoas sem experiência. Por mais que ele tenha as especificidades, quero colocá-lo em um patamar de igualdade. Eu acompanho o Pedro de perto, expliquei para a minha equipe os desafios. Sempre foi meu sonho trabalhar com inclusão”, afirma o jovem empreendedor de 32 anos.

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“Por mais que ele tenha as especificidades, quero colocá-lo em um patamar de igualdade.”

Theo gosta de estar no dia-a-dia da operação do restaurante e pensa em aplicar um modelo mais inclusivo nas outras duas unidades do negócio. “O Pedro vem com muitas ideias, já disse que quero criar um cardápio do Pedrão, ele sempre chega com uma ideia nova de tapioca. É importante deixar o senso criativo dele aguçado. Ele está indo super bem”, afirma Theo, que é arquiteto de formação

“O Theo pensou em tudo e se antecipou aos possíveis problemas relacionados à locomoção, então o Pedro entra e sai fora do horário de pico. Hoje em dia é tão raro ver um empresário doar seu tempo”, afirma Ana Paula. Ana Paula mobilizou as redes sociais ao compartilhar a história do filho Pedro neste post.

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Por Laiza Lopes

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Por mais que ele tenha as especificidades, quero colocá-lo em um patamar de igualdade.crédito das fotos: Arquivo da família

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