Após buscar a igreja para “se curar”, ela só foi feliz ao se aceitar como transexual


Após buscar a igreja para “se curar”, ela só foi feliz ao se aceitar como transexual 1
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Alee (Alessandra Prates) como gosta de ser chamada, fala muito sobre sua infância, que desde pequena já gostava de brincadeiras e brinquedos de meninas. Ela diz que já aos 6 anos queria brincar de bonecas e ser como elas.

Na adolescência seus gostos não mudaram, ainda era muito diferente dos garotos, porém se sentia com uma dificuldade ainda maior, pois ela não se identificava nem com eles nem com os gays, o que fez com que sofresse muito bullying por causa disso.

“Minha maior frustração era ir ao cabeleireiro cortar o cabelo. Não aceitava me olhar no espelho e ver minha imagem masculinizada. Por vezes, chorei sozinha.”

Alessandra se sentia muito deslocada e chegou a namorar uma menina uma vez, porém não se sentia atraída por ela. Acabou também procurando a igreja, com a intenção de se curar, porém apesar de insistir nos cultos por dois anos, a cura não veio, afinal não existia doença. Então, determinada a se aceitar e com total apoio de sua mãe, ela aos 18 anos começou o processo de mudança em seu corpo, deixou o cabelo crescer, tomou hormônios e foi para a academia.

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Finalmente, quando conseguiu atingir a mudança que tanto queria, Alee viu que poderia correr atrás de mais um grande sonho, que era se tornar cabeleireira. Ela ainda sofreu muito preconceito nos salões que procurou emprego, mas ainda assim, após se assumir o nível desse preconceito só foi caindo, a sociedade, as pessoas aos poucos começaram a respeitar mais e mais.

“Na visão da sociedade, todas as transexuais são travestis, vendem seu corpo e se prostituem, mas essa não é a minha realidade. Eu sempre tive meus valores e sempre corri atrás dos meus sonhos.

Espero, no futuro, que as pessoas sejam mais tolerantes e conscientes. E que comecem a tratar os outros pelo que são e não pela opção sexual. Não somos movidos apenas pelo sexo, mas pelas nossas convicções e aprendizado. Respeito deve vir, sempre, em primeiro lugar.”

Alessandra hoje tem 21 anos, é cabeleireira em Campo Grande e diz com orgulho “sou transexual”.

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