Ele se (re)descobriu autista aos 35 anos

Quem percebeu que ele tinha muitas características do espectro autista foi sua esposa, anos depois de casados.


fabio segura uma faixa azul escrito "autista" em foto para o canal ter.a.pia
PUBLICIDADE ANUNCIE

Imagina só você passar três décadas da sua vida sofrendo bullying e pensando que é apenas “esquisito”? Essa foi a vida do Fábio, que se (re)descobriu autista aos 35 anos de idade.

Desde que estava na barriga da mãe, ele já era diferente. Fábio não era um bebê que se mexia muito, então o médico de sua mãe disse que ele era preguiçoso. Aos três anos ele não falava, nem andava, e o veredito do pediatra foi o mesmo: criança preguiçosa.

Ninguém nunca reparou nessas diferenças do Fábio com um olhar humano. Nem mesmo na escola, já que o garoto tinha muitas dificuldades em matemática, por exemplo – o que mais tarde ele entendeu ser discalculia, muito comum em pessoas autistas.

fabio segura uma faixa azul escrito "autista" em foto para o canal ter.a.pia
Fábio hoje luta para ajudar outros autistas a lidarem melhor com sua condição

Aliás, a falta de informação e conhecimento sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA), como é conhecido o autismo cientificamente, é o principal motivo pelo qual a condição ainda sofre preconceitos e tenha diagnósticos tardios, como o Fábio.

PUBLICIDADE ANUNCIE

Quem percebeu que ele tinha muitas características do espectro autista foi sua esposa, anos depois de casados.

Ela estava grávida e pesquisando sobre assuntos relacionados a bebês quando se deparou com informações sobre a síndrome.

A alta sensibilidade do Fábio à luz e sons, sua rotina metódica, sua alta capacidade visual foram algumas das características que ela percebeu em seu marido que se encaixavam no espectro autista.

No início, ele negou e até fiquei bravo pela insinuação da esposa, mas depois de alguns meses e muitos estudos (que até hoje não cessaram), Fábio entendeu que a explicação para todas as suas questões era essa: ele é autista.

Passado o choque inicial e o processo de luto para reconstrução de quem ele realmente era, Fábio passou a dedicar muito do seu tempo a estudar, conviver com outros autistas e a escrever muito sobre esse assunto. “É legal conviver com pessoas iguais a você e ver que não precisamos de uma solução porque somos perfeitos”, comenta ao canal ter.a.pia.

Ele conta mais da sua história de redescoberta na sessão 50 do canal ter.a.pia:

Conteúdo do ter.a.pia, canal parceiro do Razões.

PUBLICIDADE ANUNCIE


PUBLICIDADE ANUNCIE

Comentários no Facebook

Acessar

Resetar senha

Voltar para
Acessar