Ex-detento cria usina de reciclagem e vira palestrante de empreendedorismo

Rodrigo Sabiah percorre o Brasil com o projeto “Reciclando Vidas”, que conta sua experiência de recomeço após o cárcere.


ex-detento alunos certificado curso empreendedorismo
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Contrariando as estatísticas do Ipea (Instituto de Pesquisa e Estatística Aplicada) que aponta que 80% dos presos egressos não conseguem trabalho, Rodrigo “Sabiah” dos Santos Ramos superou o estigma de ser um ex-detento.

Após ter saído da prisão, em 2012, começou a trabalhar com reciclagem. Seis anos depois, participou de um dos cursos da Besouro e amadureceu a ideia de abrir a própria usina de reciclagem.

Ajuda para construir casa pra idoso que vive em condições desumanas

Com a sua perspectiva de vida mudada, a partir dos ensinamentos da metodologia By Necessity da Besouro, o homem de 35 anos leva sua trajetória a penitenciárias, escolas e organizações sociais por meio do projeto Reciclando Vidas.

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De ex-detento a palestrante e empreendedor

Criado no morro do Erechim, na Zona Sul de Porto Alegre, Sabiah conviveu desde muito cedo com a violência e as desigualdades sociais. Ele conta que se lembra de ouvir diariamente relatos de seus amigos e conhecidos sobre a cadeia.

Tantas ilusões sobre esse lugar fizeram com que o então menino despertasse uma curiosidade para conhecê-la e assim o fez.

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Aos 18 anos, foi preso pela primeira vez por assalto, uma prática que segundo Rodrigo começou como um ato de revolta pela desigualdade social que vivia.

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“Queria ter aquilo que nunca tive”, conta o empreendedor ao se recordar da sua entrada no mundo do crime. Ele retornaria à prisão alguns anos depois pelo mesmo crime e, desta vez, ficou por lá durante cinco anos, maior parte cumpridos em regime fechado.

selfie ex-detento empreendedor
Rodrigo criou própria usina de reciclagem.

A reincidência ao crime é um denominador comum nos presídios brasileiros. De acordo com o resultado de uma pesquisa realizada em 2015 pelo Ipea, um em cada quatro são detidos novamente.

Ao sair da prisão, estava desempregado e não tinha por onde recomeçar, até que conheceu o trabalho de reciclagem: “Eu fazia de tudo: separava, limpava e carregava fardos de pet”.

Ajuda para construir casa pra idoso que vive em condições desumanas

Também dirigia caminhão, pesava o material, vendia, recebia e fazia até o serviço de banco”, lembra. Acabou gostando do negócio, que ao participar de uma das turmas da Besouro colocou em prática a ideia de abrir sua própria usina de reciclagem.

“Mas desde o ano passado, eu deixei uma outra pessoa responsável por ela por conta da oportunidade que eu recebi no ano passado da Besouro de dar aula e passar um pouco dessa minha experiência”, explica Sabiah sobre a atual situação do empreendimento.

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Fotos: Divulgação

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