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Grupo vai fazer rapel em cachoeira e acaba salvando jovem com desejos suicidas

O grupo impediu uma jovem de 17 anos de tirar a própria vida.


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Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, um grupo que fazia rapel numa cachoeira salvou a vida uma jovem com desejos suicidas.

A 16 quilômetros do perímetro urbano da capital sul-mato-grossense, a Cachoeira do Inferninho tem um triste histórico de pessoas que cometem suicídio.

A cachoeira fica dentro de uma fazenda, mas o acesso é livre pra qualquer pessoa fazer trilha, nadar e praticar rapel, por exemplo. Mas há também quem escolhe o local para tirar a própria vida. Felizmente, o grupo “Aventura Entre Amigos” impediu um desses casos.

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O grupo foi criado pelo sub-tenente do Grupamento de Bombeiro Militar, Nilson Gonçalves. Era por volta das 6h15 do último sábado (26) quando Nilson, seu filho e mais um amigo, Gustavo, chegaram na Cachoeira do Inferninho.

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Começaram a montar as vias para amarrar as cordas e fazer as descidas de rapel. Depois chegou outro amigo, Jefferson. Com tudo pronto, de repente eles avistam uma jovem de 17 anos se aproximando do precipício.

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Jefferson acenou para a jovem e foi se aproximando, para evitar o pior. “Ele conversou com ela e a impediu de passar por cima das cordas, que era a única barreira entre ela e o precipício naquele momento. E conseguiu levá-la para um local mais seguro junto com o Gustavo”, disse Nilson ao Razões para Acreditar.

Foram aproximadamente 40 minutos de conversa com a jovem. “Depois disso, como eu era o responsável, ele trouxe a situação pra mim, de que realmente a menina estava com o intuito de se jogar no precipício.”

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Encontro de anjos! Hoje tinha tudo para ser mais uma manhã “normal” regada a muita adrenalina que o esporte sempre nos proporciona, quem pratica sabe! Resolvemos fazer rapel na Cachoeira do Inferninho, local lindo porém c alguns históricos de tragédias, e hj mais uma poderia ter acontecido, caso este encontro não fosse realizado. Esta moça de apenas 17 anos que aparece conosco na foto (identidade preservada) saiu de casa na noite de ontem, convicta em ceifar sua vida. Hj pela manhã, enquanto a equipe montava a estrutura do rapel, ela se aproximou, esboçando querer ultrapassar a linha de segurança. Interpelada pelos colegas, relatou que estava ali pois não via mais sentido em viver! De pronto foi conduzida para um local seguro e um longo processo de diálogo começou e o que era para ser uma fatalidade, tornou-se um agradável e marcante dia para todos nós! Resumindo: conseguimos inseri-la no nosso grupo e provar a ela que nossa vida é o tesouro mais precioso que temos, e que inclusive através do esporte, podemos sim minimizarmos ou até exterminarmos muitos sentimentos que entristecem nossos corações, como por exemplo a depressão! Para concluir, ela desistiu do ato e fez também rapel conosco, no final a conduzimos de volta p sua casa, p sua mãe, onde também foi orientada a procurar ajuda especializada. Decidi compartilhar c vcs, pois a depressão se faz presente em vários lares de diversas classes sociais e que talvez (sou leiga no assunto) a integração c a natureza e atividade física podem colaborar de maneira positiva em situações como esta. Deixo aqui meus parabéns aos amigos Jeferson – BM, Nilson – BM e Gustavo -EB, por tamanho tirocínio e sensibilidade do caso em tela. Hj uma vida foi salva 🙏🏻 #turmadobem #deubom #rapel #pm #bm #vida

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A jovem tinha saído de casa na madrugada: caminhou de 10 a 12 km até o local da cachoeira. Depois de convencê-la a não fazer o que estava planejando, o grupo integrou a jovem ao rapel, para mostrar que a vida é o bem mais precioso que ela tem.

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“Os únicos que conversaram com ela a respeito do fato foram o Jefferson e o Gustavo. Pra gente não ficar potencializando, deixando-a constrangida diante do grupo. Mas após essa conversa todo mundo ficou dando atenção pra que ela não voltasse a ter a intenção de se jogar no precipício. Aí eu propus o rapel pra que ela sentisse o medo da altura e pudesse repensar.”

A jovem ficou com o grupo até eles deixarem o local, por volta das 13h. Então, a Edilaine, que também estava no grupo, a levou para casa no seu carro. Chegando lá, todos orientaram a mãe da garota a procurar ajuda especializada.

“A sensação de ajudar é a melhor possível. Não tem valor maior do que a vida. Já tem uma máxima que diz ‘fazer o bem sem ver a quem’. A gente sempre vai lá pra celebrar a vida. E ver uma menina com a ideia de tirar a própria vida mostra que alguma coisa tá errada. Naquele momento conseguimos fazer ela mudar de ideia e que acreditar que a vida vale a pena. Acredito que a gente conseguiu isso”, finaliza Nilson.

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crédito da foto: Reprodução/Instagram @edilainemansueto

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