10 histórias de brasileiros do Parapan que vão mudar o seu dia

Histórias de superação, força, de pessoas que acreditam em seus sonhos e em sua capacidade de transformação!


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Como já dissemos aqui, os Jogos Parapan trazem muitas histórias inspiradoras. Histórias de superação, força, de pessoas que acreditam em seus sonhos e em sua capacidade de transformação!

O Razões escolheu dez histórias de paratletas brasileiros para mostrar que todos temos problemas (e sempre teremos!), o que muda é a forma que lidamos com eles. Conheça histórias de pessoas que tiveram problemas graves em algum momento da vida e souberam reverter a situação através da superação.

Não estamos falando de problemas cotidianos, são acontecimentos como receber uma descarga elétrica de 13.900 volts, ser atingido por uma semente de mamona no olho, sofrer acidente em brincadeira com a arma do pai, capotar com o exército durante uma guerra na Guiana Francesa ou sobreviver após perder o braço na máquina de moer capim.

# 1 | Antônio Tenório, 49 anos
Modalidade: Judô (até 100kg)

Aos 13 anos, ele brincava com os amigos de estilingue, quando foi atingido por uma semente de mamona no olho esquerdo e perdeu a visão. Seis anos depois teve descolamento de retina no olho direito e ficou totalmente cego. “Pratico judô desde os sete anos de idade por indicação do meu pai. Quando tive o segundo problema, o descolamento, fiquei um ano e meio parado. Voltei depois que o médico confirmou que não tinha mais solução”, disse em entrevista ao Estado. Tenório é uma das referências na delegação brasileira no Parapan de Lima. São seis medalhas paralímpicas – quatro ouros (Atlanta-1996, Sydney 2000, Atenas-2004 e Pequim-2008), uma prata (Rio 2016) e um bronze (Londres 2012). E três em Parapans – ouro (Rio-2007), prata em Guadalajara-2011 e bronze (Toronto-2015).

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Antônio Tenório. Foto: Guto Marcondes/CPB/MPIX

#2 | Cátia Oliveira, 28 anos
Modalidade: tênis de mesa

Em outubro de 2007, aos 16 anos, Cátia sofreu acidente automobilístico e ficou tetraplégica. O carro onde ela estava se chocou contra a traseira de um outro veículo. Catia dormia no banco traseiro sem cinto de segurança e, com o impacto, sofreu uma lesão medular cervical que a tirou os movimentos das pernas. A atleta era jogadora de futebol e, após se recuperar do acidente, conheceu o tênis de mesa por convite de uma amiga. Desde então, passou a treinar a modalidade.
Principais conquistas: vice-campeã Mundial de Tênis de Mesa na Eslovênia 2018; ouro no individual e prata por equipes nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015; ouro no circuito Mundial da Alemanha em 2017.

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Jogos Parapanamericanos Lima 2019 – Tenis de Mesa – Catia Oliveira. Foto: Douglas Magno/EXEMPLUS/CPB 

#3 | Daniel Mendes do Nascimento, 40 anos
Modalidade: atletismo classe T11 (cegos)

Em 2002, ele trabalhava em uma marmoraria quando duas placas de mais de 700kg se desprenderam e caíram em sua cabeça. Ele teve afundamento do crânio e ficou cego. Passou a competir em 2005. De lá para cá, conquistou três medalhas paralímpicas – ouro no revezamento 4x100m e bronze nos 200m (Rio-2016) e prata nos 200m (Londres-2012). No Parapan foi bronze nos 200m (Toronto-2015) e ouro nos 400m (Guadalajara-2011).

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Canadá, Toronto, Parapan Am Athletics Stadium – Atletismo, 200m – Classe T11 – Daniel Mendes. Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

#4 | Eduardo de Oliveira, 40 anos
Modalidade: Parabadminton

A enfermeira carregava dois recém-nascidos quando o tentou pegar no colo. Eduardo escorregou. Para impedir que caísse, ela o segurou pelo braço direito, o que provocou a perda parcial dos movimentos desse membro. Em 2008, conheceu o parabadminton por um amigo. Foi convocado pela primeira vez para a seleção em 2013.

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Eduardo de Oliveira. Foto: Reprodução

#5 | Gabriela Ferreira, 21 anos
Modalidade: atletismo T12 (deficiência visual total)

A mãe de Gabriela foi mordida na barriga por um gato com toxoplasmose quando estava grávida. A mordida afetou a visão e a audição da atleta, que teve coriorretinite (inflamação da retina) bilateral e otite crônica. Em 2009, ela descobriu o esporte paralímpico por meio de um projeto escolar e hoje é uma das promessas do Parapan, após experiência vitoriosa no Mundial de Jovens.

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Nottwil, Suíça – Mundial de Para Atletismo Júnior – treino da delegação brasileira – Gabriela Ferreira. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

#6 | Paulo Cesar dos Santos, 48 anos
Modalidade: basquete em cadeira de rodas

Ele foi baleado por um primo aos 10 anos quando pegaram uma arma para brincar. Paulo sofreu uma lesão medular e perdeu os movimentos das pernas. Começou no basquete em 1989 e foi convocado pela primeira vez em 1992. Ajudou o Brasil na conquista do bronze no Parapan do Rio.

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Canadá, Toronto, Ryerson Athletic Centre – Basquete em cadeira de rodas – Brasil x México – Paulo Cesar dos Santos. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

#7 | Petrúcio dos Santos, 23 anos
Modalidade: atletismo T47 (amputados membros superiores)

Ele sofreu acidente com uma máquina de moer capim quando tinha dois anos e perdeu parte do braço esquerdo, abaixo do cotovelo. O paraibano gostava de jogar futsal e sempre foi muito rápido. Foi convidado por um treinador para competir também no atletismo. Rapidamente, se tornou um dos principais atletas paralímpicos do Brasil. Foi ouro nos 100m e 200m no Mundial de Atletismo 2017 de Londres; ouro nos 100m, prata nos 400m e prata no revezamento 4x100m nos Jogos Paralímpicos Rio-2016; e ouro nos 100m e nos 200m nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto 2015. Também é o atual recordista mundial nos 100m e nos 200m.

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Rio de Janeiro, Engenhão – Rio 2016 – 100 metros rasos – Masculino – T47 – Final – Ouro – Petrúcio Ferreira dos Santos. Foto: Alexandre Urch/MPIX/CPB

#8 | Ricardo da Costa, 53 anos
Modalidade: Tiro esportivo classe SH1 (amputados membros superiores)

Sofreu acidente em 1989 durante missão de reconhecimento pelo exército, na Amazônia, na fronteira com a Guiana Francesa. “O caminhão que estava tombou, abriu a porta e me expeliu. Ia perder metade do corpo porque o caminhão vinha capotando na minha direção. Tentei me livrar, mas pegou meu braço. Amputou na hora, mas não percebi. Pela dormência, achei que tivesse quebrado. Até que olhei e vi que tinha perdido na altura do cotovelo. Voltei para o acampamento no meio da floresta amazônica e de lá fui para o hospital”, contou. A recuperação foi rápida, segundo ele. Com a perda do braço, se aposentou do exército e em 2006 passou a praticar tiro esportivo pelo Fluminense. Está na seleção brasileira desde 2009.

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Escola Naval, Rio de Janeiro – Campeonato Brasileiro de Tiro Esportivo – Ricardo da Costa. Foto: Marcio Rodrigues/MPIX/CPB

#9 | Vileide Brito de Almeida, 27 anos
Modalidade: basquete em cadeira de rodas

Ela foi picada por uma cobra aos 11 anos de idade. Como sequela do ferimento e do veneno do animal, a perna ficou atrofiada. Descobriu o basquete em cadeira de rodas com 15 anos por meio de um amigo que já praticava o esporte. No Parapan de Toronto-2015 e no de Guadalajara-2011 terminou com a medalha de bronze.

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Canadá, Toronto, Ryerson Athletic Centre – Basquete em cadeira de rodas, treino – Vileide Brito. Foto: Daniel Zappe/MPIX/CPB

#10 | Yagonny de Sousa, 27 anos
Modalidade: atletismo classe T46 (amputados membros superiores)

Yagonny sofreu um acidente com fio de alta tensão durante a instalação de um letreiro e levou uma descarga elétrica de 13.900 volts, que acarretou na amputação dos dois braços abaixo dos cotovelos. “Foi no dia 15 de abril de 2010. Fui para mais um dia de trabalho. Instalava toldo e letreiro. Enquanto suspendia a armação de ferro, ela se aproximou da rede de alta tensão. Recebi uma descarga de 13.900 volts. Ficamos dez dias no hospital tentando salvar as mãos. Foi quando fui informado que teria de amputar primeiro a mão direita porque havia muita necrose. A queimadura por choque queima de dentro para fora. A mão direita também necrosou, estava preta, atrofiada e só conseguia fazer o movimento de pinça. Então optei por amputar ela também”, disse ao Estado. Descobriu o esporte como meio de tratamento. Tem como principal conquista ouro nos 800m no Mundial Júnior 2013 em Porto Rico e é dono do recorde brasileiro nos 800m.

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CT Paralímpico, São Paulo,SP – Circuito Loterias Caixa – Atletismo – Yagonny Reis de Sousa. Foto: Alexandre Urch/MPIX/CPB

Histórias incríveis, né? Em todas elas, vimos que a qualquer momento tudo se transforma, então como lidar com isso? Precisamos mudar a perspectiva, reprogramar nossa mente e acreditar no próximo passo!

Acompanhe aqui no Razões e nas redes sociais do Comitê Paralímpico Brasileiro, Instagram e Facebook, nossos paratletas no Parapan de Lima 2019. Estamos na torcida e ansiosos para ver o verde e amarelo no lugar mais alto do pódio – estaremos lá muitas vezes! 🥇🇧🇷

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