Razões para Acreditar nas Mulheres na Ciência


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Por Ana Paula Passarelli

No dia 20 de outubro, aconteceu, no Palácio Guanabara (RJ), a cerimônia de entrega da 10º edição do prêmio Para Mulheres na Ciência, uma parceria da L’Oréal Brasil com a UNESCO no Brasil e a Academia Brasileira de Ciências (ABC). A premiação reconheceu sete cientistas brasileiras, que mostram porque a presença de mulheres na ciência faz diferença.

“O mundo precisa de ciência e a ciência precisa de mulheres”.

Foi com essa frase que a cerimônia começou e com ela a gente levantou algumas razões para acreditar nas mulheres que escolheram a ciência como carreira e paixão, são elas: Daiana Ávila, do Rio Grande do Sul; Elisa Orth, do Paraná; Alline Campos, Elisa Brietzke e Tábita Hunemeier, de São Paulo; e Karín Menéndez-Delmestre e Cecília Salgado, do Rio de Janeiro.

1 – Daiana Silva de Ávila pesquisa novos tratamentos para a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). O medicamento disponível por aqui tem efeitos colaterais muito fortes e ela busca alternativas no tratamento de quem tem a doença.

2 – Dra. Elisa Orth estuda o desenvolvimento de novas enzimas artificiais, o que ajuda a melhorar a qualidade dos alimentos cultivados com agrotóxicos. Essas enzimas também podem ajudar no tratamento de diversas doenças, inclusive câncer.

3 – Dra. Alline Cristina de Campos trabalha para desenvolver tratamentos de transtornos mentais com derivados da maconha. O preconceito é grande, principalmente porque o consumo da maconha é proibido no Brasil, mas ela acredita no potencial de tratamento mental da planta e luta para que se torne um tratamento acessível e legal.

4 – Dra. Elisa Brietzke pesquisa o envelhecimento celular e imunológico no transtorno bipolar. Seus resultados tem mostrado que o transtorno bipolar pode influenciar no envelhecimento precoce.

5 – Dra. Tábita Hünemeier investiga a genética dos nativos americanos. A população americana possui poucos estudos e entender mais sobre a genética do nosso continente pode identificar as principais diferenças entre os continentes e compreender como ele foi formado.

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6 – Dra. Karín Menéndez-Delmestre é astrofísica e estuda a evolução das galáxias. Ela conta que as imagens que estuda hoje mostram galáxias de aproximadamente 13 bilhões de anos atrás, isso porque a luz demora muito para chegar até elas. Quanto mais entendimento tivermos sobre o “mundo lá fora” mais fácil será compreender o próprio universo.

7 – Dra. Cecília Salgado estuda a teoria dos números, que pode contribuir imensamente para os programas de transferência de dados e telecomunicações.

Em dez anos do programa no Brasil foram distribuídos o equivalente a mais de 1,3 milhão de dólares para 68 cientistas (contando com as desse ano) que desenvolvem suas pesquisas no país. Em 2015, mais de 400 projetos foram inscritos. Um super incentivo para uma área que conta com apenas 30% de mulheres.

Acredite! O mundo precisa de ciência e a ciência precisa de mulheres.

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Fotos: Divulgação

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