Professora se torna a primeira travesti empossada na Universidade Federal do Piauí

Uma conquista da comunidade LGBTQI+ e das mulheres negras, historicamente excluídas da universidade.


professora travesti universidade federal piaui
PUBLICIDADE ANUNCIE

Mestre em pedagogia, Letícia Caroline Pereira do Nascimento é a primeira travesti a assumir um cargo de professora na Universidade Federal do Piauí. Ela vai trabalhar no Campus da cidade de Floriano, e sua primeira aula foi nesta quinta-feira (28).

Letícia disse ao G1 que sua posse é uma conquista não apenas da comunidade LGBTQI+, mas também de todas as mulheres negras, historicamente excluídas de espaços como a universidade.

Leia também: Projeto incentiva a recolocação no mercado de trabalho para pessoas com mais de 50 anos

Começando dentro da própria família e estendendo-se para a sociedade, o preconceito contra travestis dificulta a essas pessoas concluir sequer o ensino fundamental. Letícia lembra que travestis são expulsas de casa aos 14, 15 anos, e questiona: “Como vão chegar à universidade, como alunas ou professores?”.

professora travesti universidade federal piaui
Letícia Caroline Pereira do Nascimento é a primeira travesti a assumir um cargo de professora na UFPI

Exemplos como o seu podem, sim, inspirar outras travestis e transexuais a acreditar que é possível ingressar no ensino superior. Porém, ela enfatiza que é preciso muito mais do que esforço: não concorda nem um pouco com o discurso meritocrático; já que as oportunidades não são as mesmas.

 

Visualizar esta foto no Instagram.

 

Na manhã desta segunda-feira (25), em cerimônia realizada no Salão Nobre da Reitoria, 26 novos docentes tomaram posse. . 🏳‍🌈 Um fato marcante: pela primeira vez na história da Universidade, uma professora trans toma posse. Letícia Carolina Pereira do Nascimento, egressa da UFPI e mestra em Educação, agora faz parte do corpo docente do Campus de Floriano.

PUBLICIDADE ANUNCIE

Uma publicação compartilhada por UFPI (@ufpi) em

Paralelo às aulas, Letícia fará seu doutorado: terá que dividir suas semanas como professora, no Campus de Floriano, e como aluna, no Campus de Teresina. Atuante na área da pedagogia, ela disse que seu trabalho irá ajudar a pavimentar o caminho da educação para outras travestis e transexuais.

professora travesti universidade federal piaui

Leia também: Após ataques transfóbicos, garoto trans recebe apoio dos amigos e professores

Por meio de projetos que formam pedagogos e pedagogas sensíveis a questões sociais que afetam essa população; promovendo uma educação acolhedora, capaz de trabalhar com as diferenças: aí teremos uma escola ainda mais inclusiva.

professora travesti universidade federal piaui

[Nota da Redação]

Projeto abre vagas para pessoas com mais de 50 anos voltarem ao mercado de trabalho. Assista o vídeo:

A Opaloka apoia a diversidade e é uma parceira do Razões, saiba mais seguindo o perfil aqui.

Compartilhe o post com seus amigos!

  • Siga o Razões no Instagram aqui.
  • Inscreva-se em nosso canal no Youtube aqui.
  • Curta o Razões no Facebook aqui.

crédito das fotos: Reprodução/Instagram @ufpi e Arquivo Pessoal

PUBLICIDADE ANUNCIE

PUBLICIDADE ANUNCIE

Comentários no Facebook

Acessar

Resetar senha

Voltar para
Acessar