Electrolux cria curso profissionalizante e traz consciência para o desperdício de alimentos

“Estamos formando pessoas, formando pessoas para um mundo melhor. Isso não tem preço”.


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Momento de impressionar. E foi justamente isso que a Electrolux Food Foundation em parceria com a Worldchef e a AIESEC conseguiram com seu novo projeto capaz de mudar vidas e, também a forma como vivemos. Chamado de ‘Gastronomia Sustentável’, a ideia é oferecer uma oportunidade para diversas pessoas com o intuito de começar ou recomeçar uma vida profissional e de quebra proporcionar um entendimento maior sobre o desperdício de alimentos. Para isso, alguns chefs de cozinha foram convidados para ensinar cerca de 12 alunos durante aproximadamente 50 aulas de técnicas de gastronomia nas quais nada era desperdiçado.

Edgar Barbosa, um dos chefs convidados para fazer parte do time do projeto Gastronomia Sustentável, revelou como foi o processo. Há onze anos trabalhando na Sodexo como chef instrutor, formado em gastronomia e nutrição, Edgar se diz mais do que feliz por estar fazendo parte do projeto. “Foi algo que desde o começo a gente abraçou com muita alegria”, conta. Para ele, a ideia de fazer algo que possa ajudar o outro é um jeito de transmitir valores, os quais não podem ser negociados. “Você oferece algo a alguém na gastronomia e as pessoas começam a produzir pães, vendendo pra comunidade. Isso pra nós são valores. Ensinar as pessoas a pescar: isso não tem preço”.

Com a Sodexo, Edgar conta que eles viajaram o Brasil inteiro para oferecer um treinamento quando então surgiu a oportunidade de um plano de negócios, um plano de aula que criaria um ambiente extremamente propício para disseminar valores. “A gente já tem esse projeto em outros estados e ele veio para me fazer um ser humano melhor, e isso é fantástico”, revela.

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Quando chegamos para fazer a cobertura do evento, os alunos estavam preparando o buffet.

Em relação ao desperdício de alimentos, é perceptível que o Brasil é um dos que mais desperdiça no mundo. São cerca de milhões de alimentos jogados no lixo diariamente. Por isso, a ideia é começar a consumir o produto por inteiro. “Quando a gente começa a usar o produto na sua totalidade, os chamados alimentos não convencionais a gente passa a criar receitas. Isso eu entendo como valor, isso eu entendo como querer um mundo melhor, querer uma comunidade melhor, querer pessoas ao seu lado, pessoas que pensam de uma forma que ajudam o planeta de uma forma. Só do alimento não ir pro aterro sanitário pra mim já é um grande ganho”, diz o chef.

Segundo ele, o projeto contra o desperdício já vinha acontecendo há algum tempo, há uns oito, nove anos na Sodexo, produzindo receitas sustentáveis. A partir da observação de produtos como a casca da melancia e do melão, por exemplo, indo para o lixo, surgiu a ideia. Por que não fazer um doce? Edgar conta que é possível fazer um doce parecido com o de mamão verde usando a casca da melancia. “E da casca do mamão a gente produziu uma cocada que é muito semelhante, muito parecida com a cocada que a gente costuma ver no mercado”, revela.

Assim, a partir dessas ideias tão inusitadas, é possível usar o alimento em sua totalidade e a ideia de poder formar pessoas que terão em mente esse tipo de conhecimento tem tudo para dar certo e transformar o mundo, não concorda? “Estamos formando pessoas, formando pessoas para um mundo melhor. Isso não tem preço”, é o que diz o chef.

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Todos muito orgulhoso!

Para o chef José Adenildo da Silva, o pensamento é o mesmo. Trabalhando 28 anos na área de gastronomia, apaixonado pela profissão, ele chegou ao projeto por meio de um convite da Sodexo e começou a assumir as aulas de quarta e quinta-feira. Para o chef, a verdade é que existem diversas possibilidades para os alimentos serem ao máximo aproveitados. “Eu vou ser bem sincero: eu acho um absurdo o desperdício que as pessoas fazem quando cozinham, sendo que nós aproveitamos todos os nossos produtos desde frutas, hortaliças e alimentos com a casca. Muitas vezes conseguimos usar cascas para suco, doces, bolos… Então é um trabalho sustentável muito grande”, desabafa.

José ainda conta que o projeto é uma grande forma de construir uma consciência melhor para as pessoas a respeito do que é possível aproveitar. Ele dá o exemplo do abacaxi, o qual metade dele é desperdiçado. “Precisamos ter a consciência de que pelo menos 90% dos alimentos nós temos que aproveitar”, diz. Além disso, se tratando da forma como o projeto foi criado, ele tem a noção de como isso é capaz de impactar as pessoas, oferecendo uma nova oportunidade para elas e aproveitando isso para trazer um futuro melhor. “O curso é uma iniciativa muito boa dentro da empresa. Eu fiquei muito honrado de participar”, revela.

De qualquer forma, o ideal é que todos possamos criar receitas sustentáveis dentro de casa. O chuchu, por exemplo, pode ser utilizado 100% usando-o em um doce, em uma salada; a banana pode ser usada até mesmo para fazer um brigadeiro. Por que não usar a casca? “Melancia você consegue usar 100%. Você consegue usar o interior dela e a casca você faz doce, faz uma salada, um salpicão. Então são vários exemplos de que você consegue usar o produto inteiro”, dá as dicas o chef.

E não é que assim está sendo com os novos alunos já formados no curso? Muitos deles como a Vitória Augusto que entende que é possível, de fato, reaproveitar coisas que nunca nem passaram pela cabeça dela no início do curso. As cascas das frutas e/ou sementes, por exemplo, nunca fizeram parte da cozinha dela até começar o curso.

E não foi assim só com ela. Janilei Silva Santos, pernambucana, também vê isso como uma grande forma de evitar o desperdício, mas para ela, ter começado o curso foi uma grande oportunidade de ingressar no mercado de trabalho. Janilei teve uma vida difícil. Sua mãe teve cinco filhos e deixou todos a cargo de seu pai. Assim, foi com a madrasta que aprendeu que sempre se deve batalhar e fazer o seu melhor sempre.

Mas além do momento difícil com sua mãe, Janilei acabou sendo agredida por seu primeiro marido, pai de sua primeira filha e acabou deixando-o para trás para arrumar um emprego. Até então ela nunca tinha ido atrás de um estudo por conta da proibição do marido e chegou a ganhar R$200 por mês em um momento de sua vida. Até que conseguiu o curso profissionalizante com a ideia de uma vida nova na cabeça. Hoje é casada há dois anos e três meses e cuida da casa e da filha que trouxe junto quando se livrou do ex-marido.

Quando começou o curso, viu quantos alimentos eram desperdiçados. “Eu fiquei muito triste, porque eu já passei muita fome”, conta. Para ela, o curso traz uma consciência muito grande e, Janilei, garante, que as receitas que prepara hoje estão bem mais rebuscadas e com muito mais aproveitamento do que antes.

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Muito do que foi servido foi feito com comidas que normalmente não seriam aproveitadas, como esse brigadeiro de casca de banana, que tava delicioso!

Quem sabe você ai na sua casa não testa receitas sustentáveis também? Conta para gente o que você conseguir inventar!

[Nota da Redação]

Esse conteúdo faz parte de um canal especial co-criado em parceria com a Electrolux para falarmos sobre gastronomia sustentável, acesse todas as matérias aqui.

Crédito de fotos: Beatriz Ponzio

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