Cultivar uma fazenda no topo de um prédio já é possível: conheça a história da Plant

Com a criação de hortas em espaços subutilizados de empresas, a Plant conecta as esferas ambiental, social e econômica.


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Cultivar grandes hortas orgânicas no topo de prédios corporativos. Essa é a missão da sócia-fundadora da Plant Fazendas Urbanas, Lê Andrade. Ela que começou a pensar na criação de hortas verticais com o objetivo de gerar renda para famílias da comunidade onde trabalhava, de repente viu seu projeto ser apoiado e chancelado pela ONU.

Tudo começou no início de 2017, quando recebeu um convite para participar do The Big Hackathon, uma maratona para desenvolver negócios em poucos dias, promovido pela Campus Party Brasil e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O desafio era criar uma empresa que melhor atendesse os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU até 2030. Ela conta como foi: “Levei minha ideia e fui desencorajada de primeira, porque estava pensando em uma escala muito pequena. Em 5 dias, tive que repensar o negócio do zero e com o auxílio dos mentores vi que os telhados verdes poderiam ser uma boa solução para o que eu queria fazer no começo”.

Depois da nova ideia estruturada, Lê fez uma apresentação para a Dow Brasil (empresa norte-americana do setor químico) e convenceu os empresários a testar o projeto na prática, na sede da companhia, em São Paulo, mas com uma condição: teria que vencer o Hackathon entre as 60 startups que disputavam o prêmio. Deu certo. A Plant (que tinha outro nome na época), levou o 1º lugar cumprindo 14 dos 17 objetivos da ONU, sendo uma das poucas empresas de impacto positivo no mundo que têm essa chancela.

Algum tempo depois, ela implementou a 1ª fazenda urbana na “laje” da Dow, com aproximadamente 300 metros quadrados, que produzem mensalmente quase 100 kg de verduras e hortaliças, compostando cerca de 50 kg diariamente também. “Tudo o que não é consumido no refeitório da Dow vai para o processo de compostagem. Depois o adubo produzido volta para a horta e assim conseguimos completar um ciclo de impacto”, explica Lê.

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Mais do que a questão de sustentabilidade ambiental, a Plant também conecta as esferas social e econômica no DNA do negócio, buscando trazer visibilidade para pessoas que estão na base da pirâmide, como conta Jeison Cechella da Silva, que hoje é um dos sócios do negócio também: “trabalhamos apenas com famílias de agricultores locais, cooperativas de catadores de materiais recicláveis e pessoas em situação de vulnerabilidade social”. As mudas são compradas de agricultores familiares, as caixas onde as hortas são feitas vêm das cooperativas e a mão-de-obra para a manutenção das hortas e da compostagem é reservada a mulheres, imigrantes e pessoas que precisam desse suporte.

Com menos de dois anos de empresa, os sócios (além de Lê e Jeison, Jean Roversi completa a sociedade) se dividem entre São Paulo e Santa Catarina e estão aprendendo a lidar com os desafios do negócio. Ela explica que os telhados verdes funcionam como verdadeiras fazendas: “estamos descobrindo juntos sobre as dificuldades e pontos de atenção. Tudo que tem em um sítio está lá. A cadeia funciona da mesma forma. Temos ciclos de colheita, temos abelhas polinizando e precisamos combater as infestações nas plantações, mesmo estando na cidade”. Conforme ela também esclarece, todo o combate às pragas é feito sem o uso de agrotóxicos, tudo de forma orgânica.

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Depois do sucesso na Dow, a Plant está em processo de fechar outros projetos com empresas de segmentos diferentes. Lê fala sobre isso: “a gente acredita muito que as grandes corporações tem o poder de transformar a sociedade. Não adianta só criticar a indústria, o ideal é apontar  um novo caminho, mostrar que é possível fazer diferente. Qualquer espaço subutilizado pode virar uma horta ou um centro de compostagem”.

Para o futuro, os sócios da Plant querem deixar o legado de um país mais verde, que se preocupe com a questão da agricultura socioambiental: “queremos nos tornar referência em fazendas urbanas, sempre colocando em primeiro lugar a inclusão social e o protagonismo dos nossos fornecedores”, finaliza Lê.

Gostou da ideia? Conheça melhor o trabalho da Plant aqui.

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crédito das imagens: Plant

 

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