Google empodera meninas do ensino médio durante evento em BH: ‘Posso ser o que eu quiser’

Por dois dias inteiros, as meninas tiveram contato com a Ciência da Computação e puderam falar diretamente com as engenheiras da Google e conhecer o mercado de trabalho!


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As meninas podem ser o que elas quiserem, inclusive, engenheiras, programadoras de software e até técnicas em informática!

Em um país onde apenas 14,3% das mulheres ocupam cargos de engenharia, o empoderamento feminino e o incentivo direto para que elas ocupem esses espaços é essencial.

Pensando nisso, no dia 31 de outubro, a Google organizou o ‘Mind The Gap’, em Belo Horizonte (MG). O evento apresentou o universo da tecnologia para alunas do ensino médio de escolas públicas. O Razões esteve presente no primeiro dia de palestras e bate-papo.

Google empodera meninas mind the gap
Foto: Razões Para Acreditar

Talvez, não haja lugar melhor para elas romperem barreiras do que o escritório onde soluções incríveis são desenvolvidas e aplicadas no mundo todo, para centenas de milhões de usuários.

Neste ano, 80 adolescentes com idades entre 15 e 18 anos de todas as partes do Brasil foram convidadas para participar. Todas as despesas envolvendo transporte, alimentação e hospedagem foram 100% custeadas pela gigante da tecnologia.

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Foto: Razões Para Acreditar
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Foto: Razões Para Acreditar
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Foto: Razões Para Acreditar
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Foto: Razões Para Acreditar

Meninas podem ser o que quiser, sim!

Reunidas no auditório, elas tiveram contato direto com as engenheiras da Google, além de participarem de palestras sobre a importância da diversidade no mercado de trabalho e como a falta dela deixa pontos cegos no desenvolvimento de produtos e soluções.

Afinal, que perfil de pessoa é mais essencial na idealização de um produto como, por exemplo, o absorvente? Acredite ou não, há empresas que insistem em marginalizá-las de cargos importantes até nisso, favorecendo apenas executivos homens. O resultado são produtos pouco versáteis, com design ruim e que não atendem satisfatoriamente as consumidoras.

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Foto: Razões Para Acreditar

Em outras palavras, a diversidade no ambiente de trabalho gera mais conflitos entre os colaboradores e, assim, mais resultados. Cientificamente comprovado!

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Imagem: Google Brasil/Reprodução

O Mind The Gap surgiu originalmente há doze anos, em Israel, onde um grupo de engenheiras da empresa decidiu ‘arregaçar as mangas’ e mostrar que as meninas podem estudar Engenharia, Ciências da Computação, Matemática… e seguir uma carreira na área de tecnologia.

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Foto: Razões Para Acreditar

A ideia é mudar a percepção das mulheres e despertar nelas o interesse por essa área.

Exportada para o Brasil em 2014, todo ano, há eventos nos escritórios da Google em Belo Horizonte e em São Paulo.

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Por dois dias inteiros, as meninas têm contato com a Ciência da Computação e podem falar diretamente com as engenheiras e conhecer o mercado de trabalho.

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Foto: Razões Para Acreditar

No final das contas, quando uma menina desiste de seguir carreira simplesmente por achar que aquilo ‘não é pra ela’, seja por ser um ambiente dominado por homens, seja pela dificuldade em ingressar na área escolhida, não são só empresas como a Google perdem, mas a sociedade inteira perde.

A engenheira de software Camila Matsubara, 31 anos, conhece bem essa realidade. Durante sua graduação em Ciência da Computação na USP, ela era uma das 4 mulheres da turma, que contava com 46 homens.

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Foto: Arquivo pessoal

Estima-se que apenas 1 em cada 5 vagas de cursos de tecnologia e computação serão preenchidas por mulheres. Camila quer mudar isso.

Segundo um levantamento da OCDE sobre desigualdade de gênero, as meninas em idade escolar são pouco estimuladas pelos pais a gostar de Matemática — o que explica por que elas têm um desempenho inferior ao dos meninos nessa disciplina, embora tenham notas melhores do que eles em todas as outras matérias.

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Foto: Razões Para Acreditar

A falta de mulheres em carreiras ligadas às Ciências Exatas está diretamente relacionada a isso. “Para as meninas, costumam dar brinquedos fofinhos, bonequinhas. Já para os meninos, dão brinquedos que estimulam noção espacial e lógica”, diz Matsubara. “Aí nasce um viés inconsciente.”

Apesar de dizer que na infância “teve bonecas e brincou de fogãozinho” como tantas outras meninas, ela conta que seus pais ofereceram outros tipos de brinquedo enquanto crescia, ligados ao raciocínio lógico, que acentuaram seu gosto pela matemática e moldaram suas escolhas profissionais.

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Foto: Razões Para Acreditar

Acho que os estereótipos atrapalham. Na hora de escolher qual é o vestibular que vão prestar, até as meninas que se sentem à vontade com a matemática acabam optando por carreiras em outras áreas. Muitas veem a carreira em tecnologia como “coisa de nerd”, aquela ideia de que esse profissional trabalha muito isolado, sem interação social e sem a oportunidade de ser criativo. Percebemos que isso acaba afastando muito as meninas”, disse.

“Meninos que gostam de videogame acabam se identificando mais com carreiras de tecnologia. Eles têm menos resistência à figura do nerd. Acho que isso acontece porque tecnologia é uma carreira muito associada ao videogame, e videogame é tido como ‘brinquedo de menino'”, complementa.

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Foto: Razões Para Acreditar

Com a chegada do Mind The Gap, o interesse em carreiras de tecnologia quase dobrou após as meninas terem contato com o tema. “Também muda a percepção sobre tecnologia de forma geral, porque elas percebem que a tecnologia traz soluções criativas para problemas importantes da humanidade”, afirma Camila.

“Outro ponto fundamental é que isso traz a confiança de que menina também pode aprender a programar. Existe uma ideia de que computação é uma coisa muito difícil, impossível de aprender. Por isso, também fazemos elas experimentarem a prática. Em São Paulo, as alunas criaram e instalaram um app para celular. Isso tem um impacto direto sobre a autoconfiança delas, porque elas percebem que têm total capacidade para fazer isso”, conclui a engenheira.

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Foto: Razões Para Acreditar

Quando questionada se poderia deixar um recado ou conselho para jovens mulheres que pensam em ter uma trajetória como a dela, Camila responde: “Tenho três. O primeiro, mais voltado para quem ainda está estudando, é não colocar tanta pressão sua escolha de curso no vestibular. Se você não gostou do que escolheu, pode trocar depois! O segundo é aprender inglês, que é útil em qualquer carreira, mas será especialmente importante para o sucesso na área de tecnologia. O terceiro e último recado é acreditar que você pode ser o que quiser. Inclusive engenheira”.

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