Programadora de 77 anos desenvolve jogos para melhorar a memória


Idosa de 77 anos se torna desenvolvedora de jogos para melhorar a saúde
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Aos 77 anos de idade, a aposentada Tereza Brocardo se tornou uma desenvolvedora de jogos! Ela assumiu esse desafio visando melhorar sua memória e raciocínio nas atividades do dia a dia.

No último sábado (6), Tereza participou do BIG Festival, o maior evento de games independentes da América Latina, em São Paulo (SP). Ela foi convidada por um painel sobre inclusão social por meio de jogos destinado a pessoas com mais de 60 anos.

Já faz alguns meses que dona Tereza frequenta cursos de desenvolvimento de jogos voltados para a terceira idade na capital paulista. Ela conta que vê nesse aprendizado “um caminho para se manter atualizada.”

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“Temos que entender a lógica da programação e isso estimula os neurônios”, diz ela, que é aluna do curso para desenvolvedores na Isgame (International School of Game). “Eu comecei mexendo no computador, fiz cursinho básico e, quando tive a oportunidade de participar do programa, me encantei. Já desenvolvi dois jogos. Hoje, estou jogando mais em vez de criar, mas quero desenvolver mais um para dar de presente para os meus netos no Natal.”

Idosa de 77 anos se torna desenvolvedora de jogos para melhorar a saúde

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O presidente da Isgame, Fábio Ota, explica que a escola ensina idosos a desenvolver games por meio do projeto “Cérebro Ativo”.

A startup 100% brasileira foi fundada em 2014 e entrou no programa de aceleração Estação Hack, do Facebook, e a Artemisia, um projeto para empreendedores que querem gerar mudanças positivas na sociedade. “Trabalhamos com a parte cognitiva dos idosos para melhorar memória, concentração e qualidade de vida”, diz Ota.

Atualmente, a escola possui mais de 200 alunos acima de 50 anos, que são orientados por desenvolvedores, neuropsicólogos e fisioterapeutas. As aulas são presenciais, e os estudantes aprendem o conceito dos games, a programação deles, sua metodologia e desenvolvimento.

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“Ensinamos a criação de personagens e cenários, além da lógica da programação. Eles jogam, desenvolvem, mas a ideia também é que saiam de casa para poder interagir. Eles também se sentem mais confiantes, porque entendem que podem conhecer sobre tecnologia.”

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Fonte: O Globo/Foto: Tereza Brocardo/Arquivo pessoal

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