Fundação Leonardo DiCaprio utiliza inteligência artificial para proteger animais em reservas africanas

A nova câmera TrailGuard AI conta com uma inovadora e potente inteligência artificial da Intel, que alerta os guardas florestais em tempo real sobre invasões de caçadores ilegais nas reservas.


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A Fundação Leonardo DiCaprio, Intel e National Geographic estão trabalhando juntas para proteger a vida selvagem em reservas espalhadas pela África de caçadores ilegais.

A nova câmera TrailGuard AI utilizada pela organização filantrópica sem fins lucrativos RESOLVE conta com uma inovadora e potente inteligência artificial da Intel.

Além disso, o aparelho vem com um software que alerta os guardas florestais em tempo real em eventuais invasões criminosas, possibilitando que eles ajam rapidamente para expulsar as 'visitas' indesejadas.

A TrailGuard é o que há de mais sofisticado atualmente na luta contra a caça furtiva e criminosa que já colocou dezenas de espécies animais à beira da extinção.

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Foto: Divulgação

"Ao combinar a tecnologia da IA com os tomadores de decisão humanos, podemos encarar alguns dos nossos maiores desafios, incluindo a caça ilegal de animais ameaçados de extinção. Com a TrailGuard AI, a tecnologia Movidius da Intel permite que a câmera capture imagens suspeitas de caçadores e avise os guardas do parque, que tomarão a resposta mais apropriada", explicou Anna Bethke, chefe de AI do departamento de Bem Social na Intel Corporation.

Como funciona

A câmera usa unidades de processamento Intel Movidius Vision (VPUs) para o processamento de imagens. O processador executa algoritmos extremamente complexos que auxiliam na detecção de objetos que passam pelas lentes da câmera.

Caso um ser humano seja detectado, o equipamento instantaneamente aciona um alerta eletrônico para os guardas florestais, que entram em ação para conter qualquer eventual dano à fauna selvagem.

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Foto: Divulgação

Importância do projeto da Intel

De acordo com a ONG RESOLVE, um elefante é morto a cada 15 minutos por um caçador ilegal. Em outras palavras, 35 mil elefantes são assassinados por ano. Chocante, né?

Com essa matança desenfreada, especialistas da vida selvagem preveem que em uma década, não haverá mais elefantes.

Outras espécies, como rinocerontes, gorilas, tigres e outros grandes mamíferos também estão em perigo devido à caça ilegal, assim como girafas, antílopes e gnus que costumam ser pegos nas armadilhas dos caçadores.

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“A atividade humana imprudente está causando a perda e extinção de espécies em uma escala sem precedentes, com relatórios recentes mostrando que até 60% de toda a vida selvagem foi exterminada desde 1970. Se a caça ilegal de animais selvagens continuar no ritmo atual, os elefantes serão apenas uma de muitas outras espécies de grandes mamíferos que serão completamente apagadas de nossas vidas”, disse Justin Winters, diretor executivo da Fundação Leonardo DiCaprio (LDF), que forneceu recursos financeiros essenciais para o desenvolvimento dos protótipos que deram origem à TrailGuard AI.

“O compromisso com a proteção da vida selvagem está no centro do trabalho da LDF desde o início e estamos empolgados em colaborar com a Intel e a RESOLVE nesta inovadora tecnologia de inteligência artificial, que deve mudar o jogo dos guardas florestais no monitoramento e gerenciamento de espécies ameaçadas de extinção em todo o mundo.”

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Foto: Divulgação

Como é diferente

A TrailGuard AI usa algoritmos de redes neurais profundas que permitem ao dispositivo reconhecer humanos e veículos com um alto grau de precisão. A câmera baseia-se no sucesso de sua primeira versão, implantada em reservas protegidas que alerta os guardas florestais sempre que detecta algum movimento.

A câmera de primeira geração envia aos guardas florestais inúmeras fotos todos os dias. No entanto, há todo um trabalho manual de verificar foto a foto se há alguma ameaça humana na reserva ambiental, o que compromete a velocidade de reação ao perigo.

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Com a automatização desse processo, os guardas ganham enorme dinamicidade para trabalharem e enfrentarem os caçadores. Por fim, a nova versão da TrailGuard AI é mais eficiente, por descartar falsos positivos, a duração da bateria é muito superior e ela é bem pequena, dificultando que intrusos a encontrem.

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Foto: Divulgação

Onde a TrailGuard AI será implantada

Em parceria com a National Geographic Society, a Fundação Leonardo DiCaprio e outras entidades, a câmera TrailGuard AI será implantada em 100 reservas da vida selvagem na África ao longo deste ano, começando com os Parques Nacionais de Serengeti e de Garamba, que se estendem pela Tanzânia, Quênia, Congo e outras partes da África Oriental. Há planos de expansão para o Sudeste Asiático (Índia, China e Vietnã, por exemplo) e América do Sul (Floresta Amazônica, que abrange Brasil, Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa).

"A tecnologia de computação Edge tem o poder de revolucionar a maneira como entendemos e protegemos nossa herança natural", disse o Dr. Fabien Laurier, vice-presidente da National Geographic Labs.

“A National Geographic está empolgada para trabalhar com a Intel na TrailGuard AI e implantar esses sistemas anti-caça furtiva em toda a África. Esta colaboração é fundamental para acelerar a conservação e trabalhar para a nossa missão de alcançar um planeta em equilíbrio”, concluiu.

Veja o vídeo abaixo, ative as legendas:

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