Tenente adota menina com microcefalia em abrigo do ES: “Quando a vi pensei: é ela!”

Há cerca de um ano, Taís Maraba, 33, tenente da Polícia Militar de Alagoas, moveu montanhas para adotar a pequena Heloísa Angélica, hoje com 2 aninhos de vida.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Heloísa nasceu com microcefalia, uma condição em que a cabeça de um bebê é menor do que o esperado, em geral devido ao desenvolvimento anormal do cérebro.

A menina passou meses na fila de adoção do estado de Alagoas até ser acolhida por Taís, que é apaixonada na criança desde que a viu pela primeira vez.

tenente pm adota menina microcefalia abrigo

Vontade de ser mãe

Em entrevista ao portal Universa, a tenente contou que a vontade de ser mãe acompanha ela desde a adolescência.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

“Ainda tenho recordações daquela época, quando já projetava a maternidade. Mas foi só na fase adulta que comecei a me aproximar de pessoas — com leituras e conhecendo grupos — que faziam referência aos processos de adoção legal no Brasil. Foi quando eu tomei conhecimento que toda e qualquer pessoa, independente de sexualidade, gênero ou mesmo de estado civil, pode se inscrever no cadastro de adoção“, explicou Taís.

Por três anos, a policial se aprofundou nos processos judiciais de acolhimento enquanto amadurecia seu psicológico. “Quando me senti pronta, procurei a Vara da Infância de Maceió e me inscrevi no SNA, o Sistema Nacional de Adoção”, disse ela.

 

Ver essa foto no Instagram

 

Uma publicação compartilhada por Heloísa Angélica (@heloisa_angelica19)

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

Amor incondicional

Para Taís, todo processo de adoção tem como objetivo maior exercer a maternidade ou a paternidade, e, no final das contas, não faz muito sentido ser extremamente rigoroso no perfil de busca da criança.

O pai e a mãe amam o filho como esse filho é! Não tem lógica a gente eleger uma série de atributos, dizer: ‘Ah, eu só posso amar se for dessa cor, se for desse gênero, se for dessa maneira'”, opinou.

Em outras palavras, a adoção precisa ser vista como apenas mais uma maneira (de muitas) de se constituir uma família, sem fazer distinções.

PUBLICIDADE

CONTINUE LENDO ABAIXO

“Família a gente ama, acolhe, se esforça para suprir as necessidades, principalmente quando tem uma criancinha assim, como a Heloísa, que tem tantas dificuldades físicas e psíquicas”, afirmou a tenente policial.

tenente pm adota menina microcefalia abrigo

Processo até a adoção

Taís viu a pequena Heloísa pela primeira vez através de um vídeo no YouTube, no canal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.

Naquela época, o TJ havia iniciado um projeto de busca ativa, que é quando os tribunais disponibilizam vídeos de crianças ou adolescentes disponíveis para adoção, de modo a acelerar o acolhimento.

As famílias pretendentes podem demonstrar interesse por alguma criança sem precisar seguir a ordem cronológica de inscrição no sistema, o que facilita a adoção de crianças com deficiência ou grupos de irmãos biológicos.

Quando Taís viu o vídeo da menina, disse, na hora, “é ela!“.

“Inclusive eu tinha entrado havia pouco tempo no cadastro. Fui a primeira pessoa a demonstrar interesse por ela, e já foi dado início à aproximação on-line. Na época já estávamos na pandemia, e todo o procedimento de aproximação para eu ter o diagnóstico, a realidade médica dela ocorreu à medida que a aproximação acontecia”, relatou a mamãe adotiva.

De acordo com Taís, sua filha tem, além da microcefalia, paralisia cerebral, epilepsia e faz uso de sonda gástrica, o que implica em uma rotina bem agitada.

Rotina de terapia

“Ela tem terapias quase todos os dias, faz acompanhamento com fisioterapia, terapeuta ocupacional, com fonoaudiologia, fisioterapia visual, neuropediatra, pediatra, nutricionista e gastropediatra também”, contou.

Por conta do trabalho na Polícia Militar, nem sempre Taís consegue levar Heloísa às terapias. Para driblar essa limitação, ela conta com a ajuda de sua mãe, uma “superparceira” na missão de cuidar e amar Helô da melhor maneira.

Rede de apoio familiar

“[Minha mãe] é parte do alicerce fundamental da rede de apoio. Não só ela: têm os demais membros da minha família. Até Instagram dela criamos. (@heloisa_angelica19). Todo mundo acaba assessorando com Heloísa, tanto na assistência médica e terapêutica dela, quanto nas relações familiares convencionais”, explicou a mamãe adotiva.

E é graças a essa rede de apoio familiar e fraterna que Heloísa tem sido muito amada desde sua adoção, oficializada na Justiça há um ano.

Sobre todo esse processo até finalmente levar a menininha para casa, Taís deixa uma reflexão: “que a gente busque naturalizar a adoção e tornar o nosso olhar mais amoroso em relação a diversidades. E, assim, que a gente alcance essas pessoas que estão nos abrigos à espera de uma família.

Fonte: Universa
Fotos: Arquivo pessoal

Quer ver a sua pauta no Razões? Clique aqui e seja um colaborador do maior site de boas notícias do Brasil.

CanaisPatrocínios
Marcas que nos apoiam

MARCAS QUE NOS APOIAM


Quer receber boas notícias todas as manhãs?

1,102,320FãsCurtir
3,572,983SeguidoresSeguir
25,464SeguidoresSeguir
11,200InscritosInscrever

+ Lidas

Fotógrafa faz ensaio com bebês e crianças debaixo d’água

A fotógrafa Lucy Ray, proprietária da Starfish Underwater Photography, em Londres, é especializada em fotografias sub-aquáticas de bebês e crianças. As fotos impressionam pela...

Fisiculturista campeão mundial assume ser transgênero e recebe apoio de fãs

Com 1,75 m e 116 kg de músculos, recentemente Matt Kroczaleski assumiu em um desabafo em sua página no Facebook que era transgênero. Feliz e assumida como...

Bombeiros australianos posam sem roupa para ajudar hospital infantil

Os bombeiros australianos já mostraram que, além de lindos, são preocupados com causas sociais, como quando mostramos aqui a matéria do calendário para ajudar animais...

De trabalhador rural a doutor em Economia: conheça a história do agricultor que virou bancário

A história de Júlio César reforça uma sabedoria do campo: quem planta, colhe! O rapaz, nascido e criado na comunidade rural de Campestre, em...

Professora leva mais de 100 estudantes do EJA ao cinema pela primeira vez

“Foi muito gratificante. Muitos alunos vieram me agradecer pela oportunidade. Todos foram muito bem vestidos, parecia um evento mesmo”, relata a professora.

Instagram