Empresas que adotam o trabalho híbrido e aumentam a qualidade de vida dos seus colaboradores

Nos últimos anos, especialmente em decorrência da pandemia, dezenas de milhões de pessoas migraram para o trabalho remoto em todo o mundo. Mesmo agora, com o avanço da vacina e da volta à “vida normal”, o home office segue em tendência, e junto com ele, o chamado “trabalho híbrido”.

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A mudança veio para ficar, uma vez que as empresas perceberam que é possível manter o nível de qualidade e produtividade dos colaboradores mesmo que eles não estejam trabalhando em suas sedes ou escritórios.

Para quem é funcionário, os benefícios são múltiplos: menos tempo desperdiçado no deslocamento até o trabalho, mais qualidade de vida e outros impactos positivos, inclusive na saúde mental.

Trabalho híbrido

Muitas empresas não contam com um espaço físico, e seus colaboradores podem trabalhar literalmente em qualquer lugar do planeta, desde que tenham um notebook e acesso à internet.

No caso do trabalho híbrido, há uma mistura, um meio-termo, dessa modalidade remota com a presencial, onde o empregado tem flexibilidade para escolher onde atuar em determinados dias, não havendo (em boa parte do tempo) obrigação de estar fisicamente no escritório. E é justamente nessa hora que os ambientes de coworking e escritórios compartilhados como os da IWG ganham notoriedade. Uma vez que o profissional pode trabalhar mais perto de sua casa, ou de seu compromisso, mas sem abrir mão do conforto e do profissionalismo de um ambiente corporativo.

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Outra facilidade é que os horários de cada um podem ser escalados, definindo-se de antemão quem irá atuar em casa e quem se deslocará até o local de trabalho durante a semana.

Sem dúvida, uma alternativa revolucionária capaz de beneficiar tanto empregadores quanto colaboradores.

Cada vez mais empresas adotam o trabalho híbrido

Segundo novos dados do IWG – que oferece espaços de trabalho flexíveis como coworkings e escritórios –, a demanda global pelo modelo de trabalho híbrido levou a um aumento significativo no uso desses espaços de trabalho em todo o mundo.

As empresas alteraram seu cronograma para que seus colaboradores deixassem de ficar uma semana inteira presencial no escritório para comparecerem por apenas dois ou três dias. No Brasil, o uso dos espaços Regus e Spaces aumentou 56% em junho, em relação ao início do ano, sendo terças e quartas-feiras os dias mais frequentados.

O escritório é cada vez mais importante para promover a colaboração presencial. O uso das salas de reunião no Brasil, Reino Unido, Itália e Espanha lideram essa tendência: apresentam crescimento acima de 200% ano a ano, seguidos pelo Canadá, com 198%.

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Apenas no último ano, o país teve um aumento de 216%; já globalmente, esse crescimento foi de 166%, à medida que os funcionários buscam aproveitar ao máximo os encontros presenciais e as empresas passam a entender que o ambiente do escritório não é mais focado apenas em trabalho individual e sim, um momento de experiência e troca para todos da equipe.

Além do mais, esse modelo sob demanda permite o acesso a mais de 3.500 centros do IWG ao redor do mundo, possibilitando que os funcionários aproveitem a flexibilidade oferecida por este modelo de trabalho.

Relação ganha-ganha

Com a opção de uso quando necessário, os locais de trabalho flexíveis também são disponibilizados como um benefício aos funcionários das companhias no estilo on-demand.

O tipo de ambiente de trabalho, que pode ser reservado por colaboradores para complementar seu trabalho híbrido, varia entre escritórios, coworkings, salas de reunião e até mesmo lounges.

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Pesquisas indicam que a adoção do trabalho híbrido e a utilização do espaço de escritório flexível podem melhorar significativamente o resultado de um negócio, refletindo no desempenho profissional dos funcionários, que passam a ter maior qualidade de vida, e na economia da companhia, de forma geral.

Além disso, o impacto positivo também reflete no meio ambiente, pois os trabalhadores gastam menos tempo em deslocamentos, reduzindo substancialmente as emissões de gases poluentes pelos meios de transporte.

As empresas estão economizando em despesas tradicionalmente fixas, incluindo aluguel, aquecimento e staff, somando uma média de mais de US$ 11 mil por funcionário que trabalha no modelo híbrido.

Nem Home, Nem Office

Para Tiago Alves, CEO da IWG Brasil e autor do livro “Nem Home, Nem Office”, o crescimento dos empreendimentos que adotam o modelo sob demanda demonstra que os empregadores estão cientes das vantagens do trabalho híbrido.

Ainda assim, na visão dele, os escritórios tradicionais não vão deixar de existir – pelo menos, não no curto prazo. “Acho que eles terão o seu uso reinventado. A grande parte das empresas teve que fazer algum tipo de adequação durante a pandemia, seja reduzindo seu espaço para reduzir custos, seja tendo que adaptar a casa dos funcionários pra que eles pudessem trabalhar de maneira remota”.

“Só que agora, com a chegada em peso do trabalho híbrido, as empresas estão olhando para os escritórios de uma maneira distinta. Então, coisas que antes não estavam no escritório agora vão estar”, complementa, citando diversos exemplos de espaços profissionais que são ‘pet friendly’, isto é, que recebem bem os animais de estimação. Afinal de contas, as pessoas se acostumaram a trabalhar perto dos seus animais”, afirma.

Além disso, haverá mais espaços com áreas compartilhadas para que os colaboradores possam se relacionar. “Porque se eu for para o escritório para fazer algo que eu poderia fazer da minha casa, não faz tanto sentido, mas se eu for para o escritório, é para criar conexões e fomentar essa cultura social que essas empresas precisam, até porque uma empresa precisa ir muito além de mesa e cadeira para existir”.

No entanto, Tiago lembra que mais de 60% das funções ainda são fisicamente ligadas ao local de trabalho. “Nem todo mundo consegue trabalhar de casa, nem todas as funções podem ser feitas de maneira remota”, explica.

De toda forma, percebe-se que hoje existem polos de trabalho em que cada colaborador trabalha em uma cidade diferente. As reuniões, que antes eram presenciais, demandavam viagens, custos, tempo, mas agora são priorizadas nesse modelo online.

Tiago concorda com essa linha de pensamento. “Fazendo uma conta rápida, se você economizar 30 minutos na ida e 30 minutos na volta ao trabalho ao longo da semana são 5 horas poupadas; no mês são 20 (quase um dia inteiro!). No ano, 240 horas – 10 dias – economizadas e que podem ser dedicadas ao trabalho em si, ou ao próprio lazer e qualidade de vida da pessoa (a depender da sua carga horária). Então, em outras palavras, o deslocamento desnecessário gera prejuízo, e eliminá-lo gera um grande ganho a partir de uma modalidade mais inteligente, como a híbrida”.

Em seu livro, Tiago explica sucintamente o que é trabalho híbrido. “Ir para o escritório alguns dias na semana, ficar em casa trabalhando em outros. Daí o título do meu livro “Nem Home, Nem Office”, porque não é só casa, nem só escritório. Além disso, cada vez mais a gente tá vendo a chegada desses escritórios regionais: empresas que ao invés de fazer com que todo cruze, por exemplo, a cidade de Santos ao longo do dia para trabalhar no centro da cidade, tenha vários escritórios regionais espalhados pela cidade de forma que as pessoas possam ir trabalhar mais perto de casa, e não ter tanto tempo perdido em deslocamento, e com isso ganhar mais qualidade de vida e produtividade”.

Em sua visão, o trabalho híbrido traz consigo uma gama de pontos positivos, inclusive pensando no meio ambiente, como a redução do fluxo de trânsito e da correria típicas dos grandes centros urbanos. Mas para isso, é preciso que haja a democratização da tecnologia, de modo que todos consigam ter acesso à ela.

Por fim, Tiago frisa que há outros pilares que ajudam no trabalho híbrido, como as ferramentas necessárias para executar as atividades (boa conexão à internet, por exemplo) e a mudança no ‘mindset’, na cabeça da gestão empresarial.

“Porque se eu não controlo mais o horário, a presença física, a jornada dos colaboradores e a tecnologia é a base de comunicação, a liderança precisa fazer gestão de produtividade. Logo, ela não vai mais fazer a gestão daqueles itens ‘antigos’ que se controlava. E bem, isso é uma mudança de gestão muito forte […] é muito novo. Mas a tecnologia está aqui para ajudar! Nunca antes na história moderna da humanidade, a gente tem tanto conteúdo disponível para que as pessoas possam estudar e conhecer mais”, completou

Foto de capa: freepik

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