Viúva de vítima de acidente aéreo utiliza indenização para criar um parque de reflorestamento

Denise Thomé tinha todo o direito do mundo de ficar reclusa, chorar pelos anos perdidos e viver o luto. Mas, a esposa de uma das 154 vítimas do voo 1907 da Gol, derrubado pelo jato Legacy, numa área de floresta do Mato Grosso, dez anos atrás, fez diferente.

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Ela começou a correr atrás de um sonho antigo dela e do marido: a ONG Vale Verdejante. Dois meses após o acidente, ela plantou 50 mudas. Depois, ela pegou a indenização pela morte do marido e investiu na compra de um terreno de 30 mil metros quadrados, onde fundou o Parque Ecológico Mauro Romano, em Andrade Costa, município de Vassouras, no Rio de Janeiro. O nome é uma homenagem ao marido, que também se chamava Mauro Romano.

“Na época do acidente, uma médica amiga da família, que participava de um grupo de apoio ao luto, me incentivou a canalizar a dor da perda para a criação de algo novo. Foi importante para mim”, conta Denise Thomé ao jornal O Globo.

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Em novembro, dez anos após o acidente que tirou a vida do marido engenheiro, ela mobilizou mais de cem pessoas para o plantio de 500 mudas de palmito-juçara, espécie ameaçada de extinção devido à extração ilegal e à destruição da Mata Atlântica.

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“É preciso confiar no tempo”, reflete Denise. “Ganho mais bem-estar trazendo coisas positivas para o mundo, mesmo que o meu trabalho seja tão pequeno. Mas fazer a minha parte foi o que me deixou longe de qualquer depressão e angústia. Aprendi a ver beleza em tudo. Às vezes, tenho que me contentar com a minha limitação como ser humano. O Mauro sempre usava essa frase, que não sei de quem é: o importante não é dar certo, mas dar frutos!”

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A administradora de empresas pediu demissão do emprego no setor público para se dedicar 100% ao projeto. O foco da ONG está no reflorestamento e na educação ambiental. O trabalho no terreno de 30 mil metros quadrados ganhou o reconhecimento do Comitê Médio Paraíba do Sul. A instituição premiou o Vale Verdejante no Concurso de Projetos de Boas Práticas Ambientes, em junho do ano passado.

“O nosso terreno é pequeno, mas tem espaço suficiente para abrigar várias práticas. A expectativa é manter um centro de convivência, a horta, o galinheiro e o meliponário (coleção de colmeias) de abelhas sem ferrão, importantes para o reflorestamento”, detalha Denise.

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As ações do projeto serão ampliadas. O passo seguinte será o desenvolvimento de uma plantação de goiabeiras, que servirão de matéria-prima para a produção de doces feitas pelas mulheres da comunidade. Saiba mais aqui.

Veja também: Nesta aldeia indiana, o nascimento de uma menina é celebrado com o plantio de 111 árvores

Com informações de O GLOBO / Foto: Daniel Ramalho/Verde Verdejante

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