Você também compartilhou o vídeo do “falso cadeirante”? Devia ter se informado primeiro

Pois é, infelizmente temos a mania de compartilhar tudo sem checar a legitimidade das informações antes. Circulou na internet semana passada o vídeo do atleta paralímpico João Paulo Nascimento, que estava conduzindo a tocha olímpica usando cadeira de rodas, se desequilibrou, e se apoiou com a perna no asfalto. Se não viu, assista:

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Muitas pessoas se sentiram “traídas”, enganadas por ele. Elas erraram. Deveriam procurar saber qual é a limitação física de João antes de julgá-lo. Uma simples pesquisa no Google esclareceria tudo…

Disseram o de sempre, que aqui “no Brasil é assim mesmo, todo mundo engana todo mundo”, “que aqui é o país do oba-oba”, enfim. Mas, em meio à tanta intolerância, temos sempre luzes de lucidez, como da Patrícia Côrtez, que é cadeirante também, e esclarece rapidamente um pouco do acontecido e deixa um recado muito claro para quem ainda se pensa que deficiente físico é sempre um “vegetal” e “coitadinho”:

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=1108644119199515&set=a.167181176679152.45809.100001618137448&type=3&theater

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Sobre o atleta João Paulo Nascimento

Durante o percurso da tocha, João se desequilibrou da cadeira de rodas, ficou com pé preso e caiu no chão. Para que a queda não fosse maior, no reflexo, o atleta apoiou a perna no asfalto. Mas como isso é possível? João não perdeu o movimento das pernas, e ele nem usa carreira de rodas o dia todo.

Esclarecemos: o atleta tem “Geno Valgo”, conhecida como a doença do joelho em “X”. As pernas de João ficam alinhadas e os joelho se aproximam, deixando os pés afastados, o que dificulta seu andar.

“Ouvi cada baboseira, que pelo amor de Deus. Vamos esclarecer. Eu sou deficiente físico. É uma cadeira para lesão leve, um problema no joelho, como o meu. Então, sim, eu fico em pé, não uso a cadeira todo dia, não uso no meu dia a dia”, disse João em entrevista para o G1. Ele vai representar o país nas Paralimpíadas do Rio 2016.

Por isso meus amigos, por favor, não saiam compartilhando coisas sem saber a história completa. Espero que a lição tenha sido aprendida.

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Leia também: Menino de 8 anos surpreende ao terminar prova de triatlo levando irmão deficiente

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