Voluntários usam projeto disponibilizado de graça para produzir EPIs e distribuir para hospitais

Há algumas semanas falamos aqui no Razões de designers que criaram um projeto para fabricar protetores faciais em máquinas de corte laser e que foi disponibilizado de graça para quem quisesse produzir. E não é mesmo que outras pessoas começaram a produzir?

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Os Designers do coletivo Mount Sua Escola, de São Paulo, criaram o projeto para fabricar protetores faciais em máquinas de corte laser e disponibilizaram para quem quisesse.

Gustavo Coelho tem uma agência de publicidade em Cachoeiro de Itapemirim (ES). Ele não só utilizou a ideia inicial, como melhorou a proposta adicionando uma presilha para prender melhor o protetor no rosto.

Depois disso, ele saiu em busca de empresas que produzem banners e placas e pediu ajuda para fabricar em larga escala. O resultado? Já fizeram uma grande doação ao Hospital Santa Casa da Misericórdia do município e agora estão produzindo para funcionários de empresas como supermercados.

Rapaz usando protetores faciais
Gustavo ajudou a melhorar o projeto e a produzir protetores para BH. Foto: Arquivo pessoal

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“Vimos que o projeto não precisava de muitos recursos para ser produzido e tinha a garantia de proteção necessária. Mostramos o projeto e a necessidade de ter essa produção local e estamos alcançando bons resultados”, disse.

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Mais protetores faciais chegando, doação foi feita pela empresa @ideal.placas. #obrigado🙏 #santacasacachoeiro #juntossomosmaisfortes

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O projeto desenvolvido pelos designers de São Paulo já foi inspirado em um trabalho aberto e gratuito realizado nos Estados Unidos. Ou seja, todo mundo está se ajudando nesse momento.

“Muito legal da parte deles, muito bacana mesmo. Nessa hora agora é unir forças para tudo voltar, pra todo mundo começar a voltar a produzir. O interessante agora não é ganhar dinheiro não”, disse Gustavo.

Projeto de protetor facial
Gustavo ajudou a melhorar o fechamento do protetor com a presilha. Foto: Mount Sua Escola

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Para produzir a máscara do tipo Face Shield, o custo fica em torno de R$ 6,00. É possível ter acesso clicando aqui. Os designers estão recebendo muitos pedidos de doações e também muitos contatos de pessoas querendo ajudar a produzir. Por isso eles criaram uma plataforma para cadastrar as pessoas com máquinas que possam colaborar.

Impressora 3D imprimindo projeto de protetor facial
Protetores são produzidos em máquinas de corte laser. Foto: Mount Sua Escola

Em todo o país há diversas iniciativas de produção de protetores faciais e outros EPIs através de impressoras 3D. Seja por estudantes no Rio de Janeiro, por uma universidade na Paraíba ou por um professor em Brasília, que também se inspirou em um projeto de uma criança do Canadá mostrada aqui no Razões.

Bacana demais essa corrente que se forma em momentos de crise, né?!

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