Vovô pintor deixa de vender suas obras de arte, neta cria perfil na net e vendas bombam

Essa história é literalmente um prato cheio de emoções para quem quer boas Razões para Acreditar. Seu Silas faz pinturas a dedo em pratos e vendia as obras de arte em Itaquera (SP). Mas com a pandemia teve que parar de vender os pratinhos e foi aí que entrou em cena a neta Daniele para ajudar o vovô a levar sua arte aos quatro cantos do país.

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Silas Bento tem 84 anos de idade. Ele pinta lindas paisagens em pratos de melanina ou em louças de cerâmica. Os pratinhos ele vendia ao preço de R$ 10,00 em Itaquera. Caminhava por quilômetros com um carrinho de feira com as obras de arte dentro para vender no máximo três pratinhos por semana.

“Muita gente nem queria pagar esse valor, que na verdade não dava nem para pagar o material. Ele se sentia muito desvalorizado. Quando vendia um ele já ficava muito contente“, disse a neta.

Imagem de avô de blusa branca e boina vermelha segurando quadro com pintura
Seu Silas sempre amou pintar os pratos, mas ficava triste pela desvalorização. Foto: Arquivo pessoal

Deus me deu um dom tão bonito e as pessoas parece que não aceitavam, eu ficava pintando ao vivo e ninguém parava. Eu passei muita humilhação na rua”, contou seu Silas.

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Mas ele não desistia de ir para a rua mostrar sua arte. Com a pandemia do novo coronavírus, o que já era ruim ficou ainda pior. Seu Silas não podia vender mais nenhum prato na feira. “Ele ficou muito triste”, disse Dani.

Foi aí que ele mesmo pediu a um filho para fazer uma postagem na internet. Dani pegou a postagem e compartilhou num grupo. Foram mais de 60 mil likes e muitos pedidos. A neta então decidiu incentivar o avô na pintura e no negócio.

Daniele criou um perfil no Instagram para o vovô artista e começou a vender pelo insta e pelo Mercado Livre. A procura foi tanta que Dani decidiu se mudar de Curitiba para São Paulo para ajudar ao avô.

E ele tá todo blogueirinho nas redes sociais, olha só:

 

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Uma publicação compartilhada por Silas Fernandes Bento (@silas_artecomasmaos) em 28 de Jul, 2020 às 6:56 PDT

Ele me disse: teve dia que eu orei e pedi para colocar alguém na minha vida que me ajudasse, aí você veio fazer tudo isso por mim“, disse Dani. Ain que amor, gente!

Em duas semanas, foram vendidos 25 pratos. O produto artesanal agora custa R$ 25,00 e eles enviam para qualquer parte do país.

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Imagem de neta e avô ao lado de caixas de encomendas
Seu Silas e a net registraram o primeiro lote de envios de pedidos. Foto: Arquivo pessoal

“Para mim é uma bênção, eu ainda tô sonhando com isso aí”, disse orgulhoso seu Silas.

“Tem sido sucesso, ele tá super feliz, tem dia que nem dorme”, contou a neta.

Imagem de avô segurando prato com pintura e vários outros pratos com pinturas coloridas
Seu Silas exibe orgulhoso os trabalhos que têm feito para pedidos de todo o Brasil. Foto: Arquivo pessoal

Seu Silas sempre pintou, mas precisou trabalhar cedo e depois de se aposentar virou pedreiro para construir casa dos filhos

Seu Silas Bento sempre teve aptidão para a pintura, mas não pode explorar essa habilidade durante a sua vida. Quando tinha 12 anos ele perdeu o pai, teve que largar a escola e ir trabalhar para ajudar a mãe.

Depois de trabalhar muito durante a vida como caminhoneiro e se aposentar, ele decidiu aprender o ofício de pedreiro para complementar a aposentadoria mas, principalmente, para construir as casas dos cinco filhos. “Não tem nenhum que pague aluguel. Eu levantei todas as casas deles“, disse.

O pedreiro Diovani perdeu sua perna em um grave acidente e agora precisa de uma prótese pra levar sustento à família

Há 15 anos, ele ganhou uma fita cassete de um pintor com aulas ensinando a pintar. Seu Silas aprendeu rapidinho e passou a pintar as paisagens a dedo. “Peguei a manha nesse negócio de desenho, e eu gosto muito de vegetação e coloco nas pinturas”, contou.

Imagem de vovô de blusa listrada apontando para prato com pintura colorida
Foto: Arquivo pessoal

Ele sempre era aquele avô que desenhava, a gente adorava quando ele fazia desenho pra gente“, disse Daniele.

Em 2011 ele participou do primeiro evento para mostrar seu trabalho ao público durante uma feira. E quem estava lá ajudando em tudo? Ela mesma, a neta Daniele. Eles fizeram sucesso e saíram até em matéria de jornal:

Recorte de jornal impresso
Seu Silas e Dani fizeram sucesso no primeiro evento que participaram para mostrar o trabalho. Foto: Arquivo pessoal

Cada pintura leva no mínimo duas horas e cada uma sai diferente da outra. “É também uma distração, uma terapia para mim”, contou ele.

O dinheiro que tá ganhando com as vendas, está ajudando na renda de casa, já que a aposentadoria dele é de apenas um salário mínimo, mas a maior recompensa é ver seu trabalho mostrado para todo o Brasil. “Isso é um dom de Deus e o que vem de Deus é para ser mostrado“, disse.

Parabéns, seu Silas e Daniele. Muito sucesso para vocês.

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